sexta-feira , 27 março 2026
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Vance pressiona Rússia com ameaça de sanções e ação militar


O vice-presidente dos EUA, JD Vance, ameaçou atingir Moscou com sanções e potencial ação militar caso Vladimir Putin não concorde com um acordo de paz com a Ucrânia que garanta a independência de longo prazo de Kiev, informou o Wall Street Journal na quinta-feira (13).

“Existem ferramentas econômicas de alavancagem, existem, é claro, ferramentas militares de alavancagem” que os EUA poderiam usar contra Putin, disse Vance em entrevista ao jornal.

“Há inúmeras formulações, configurações, mas nos importamos com a independência soberana da Ucrânia”, disse ele.

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversou na quarta-feira (12) sobre a guerra com Putin e, separadamente, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

Após as conversas, Trump disse às autoridades americanas para iniciarem as negociações para encerrar o conflito de quase três anos.

Os telefonemas ocorreram logo após o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer aos aliados militares da Ucrânia em Bruxelas que um retorno às fronteiras da Ucrânia antes da Rússia anexar a Crimeia, era improvável e que os EUA não veem a filiação de Kiev à OTAN como parte da solução.

Mais cedo no dia, Trump disse que a Ucrânia estaria envolvida em negociações de paz com a Rússia.

Durante coletiva no Salão Oval, o presidente americano disse aos repórteres na Casa Branca que a Ucrânia teria um lugar na mesa durante quaisquer negociações de paz com a Rússia sobre o fim da guerra.

Kiev disse que seria prematuro falar com Moscou na conferência de segurança na sexta-feira (14), na Alemanha.

“Acho que há um acordo que vai sair disso que vai chocar muita gente”, disse Vance, segundo o jornal.

“O presidente não vai entrar nisso com vendas nos olhos”, acrescentou o vice-presidente. “Ele vai dizer: ‘Tudo está na mesa, vamos fazer um acordo.’”

Vance também concordou que Trump pode mudar de ideia dependendo de como as negociações se desenrolam.

“O presidente Trump pode dizer, olha, não queremos isso, podemos não gostar disso, mas estamos dispostos a colocá-lo de volta na mesa se os russos não forem bons parceiros de negociação, ou se houver coisas muito importantes para os ucranianos que podemos querer tirar da mesa”, afirmou.



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