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UE responde a tarifas de Trump com retaliação de € 26 bi em produtos dos EUA


A União Europeia anunciou nesta quarta-feira (12) um pacote de retaliações comerciais contra os Estados Unidos, impondo tarifas sobre € 26 bilhões (US$ 28 bilhões, ou R$ 165 bilhões) em bens americanos. A resposta vem após a decisão do presidente Donald Trump de elevar para 25% as tarifas sobre o aço e o alumínio importados pelo país, medida classificada como “restrição comercial injustificada” pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A UE afirmou que as contramedidas entrarão em vigor em 1º de abril e atingirão produtos industriais e agrícolas americanos. Entre os setores afetados estão metais, ferramentas domésticas, plásticos, bens de madeira e produtos agrícolas, como frango, carne bovina, frutos do mar, ovos, açúcar e vegetais.

Além disso, Bruxelas reintroduzirá tarifas sobre ícones da indústria americana, como uísque bourbon, jeans e motocicletas Harley-Davidson, medidas similares às adotadas durante o primeiro mandato de Trump. O governo francês sugeriu que as restrições poderiam ser ampliadas, atingindo serviços digitais e propriedade intelectual, caso a escalada comercial continue.

Guerra comercial

Desde que reassumiu a presidência, Donald Trump tem endurecido sua política comercial. No último mês, o republicano sugeriu que a Europa deveria assumir sua própria segurança, enquanto avançava com medidas protecionistas. As novas tarifas da UE foram estrategicamente direcionadas a estados controlados pelo Partido Republicano, incluindo Louisiana (soja), Kansas e Nebraska (carnes), além de Alabama, Geórgia e Virgínia (produção agrícola em geral).

“Essas tarifas são um peso desnecessário para nossas economias em um momento de incerteza geopolítica e econômica”, declarou von der Leyen em comunicado. “O comércio transatlântico deve ser baseado em cooperação, não em tarifas punitivas”.

A Câmara Americana de Comércio na UE criticou as tarifas dos dois lados, alertando que a guerra comercial “só prejudica empregos, prosperidade e segurança em ambos os continentes”.

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Reino Unido de fora

Enquanto a UE parte para o contra-ataque, o Reino Unido optou por não aderir imediatamente às retaliações. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que Londres “reserva o direito de responder”, mas busca uma abordagem “pragmática” para evitar atritos com Washington.

Já a indústria siderúrgica europeia prevê perdas de até 3,7 milhões de toneladas em exportações de aço para os Estados Unidos. O mercado americano representa cerca de 16% do total das exportações de aço da UE, segundo a associação Eurofer.

Antes da imposição das tarifas, o comissário de Comércio da UE, Maros Šefčovič, viajou a Washington para tentar convencer o governo americano a evitar a escalada comercial. “Ficou claro que a UE não era o problema”, disse Šefčovič. “Mas para resolver isso, é preciso duas partes dispostas a negociar”.

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(com informações de The Guardian e Associated Press)



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