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Após terremoto, capital da Tailândia fica paralisada em meio ao medo e caos


A capital tailandesa, Bangkok, ficou paralisada nesta sexta-feira (28) após um forte terremoto atingir a cidade. Pelo menos nove pessoas morreram na Tailândia em meio aos estragos deixados pelo tremor.

Todos os sistemas de trens urbanos foram suspensos e as estradas ficaram bloqueadas em Bangkok. A cidade registrou tremores de magnitude até 7,1, a mais de 1000 quilômetros do epicentro, no país vizinho Mianmar.

Oito trabalhadores morreram no desabamento de um prédio de 33 andares em construção na capital da Tailândia. As equipes de resgate procuram sinais de vida, com mais de 100 desaparecidos no local, segundo autoridades.

Turistas estrangeiros tiveram que deixar seus hotéis e se misturaram à multidão de funcionários de escritório retirados de torres de arranha-céus nos distritos comerciais de Bangkok. Os moradores e visitantes pareciam em choque com o terremoto que fez os prédios balançarem.

Enormes multidões se reuniram do lado de fora de hotéis, escritórios e shoppings luxuosos, e foram afastadas dos edifícios altos pela equipe de segurança. Muitos foram direcionados para o extenso Parque Lumpini após avisos de tremores secundários.

“Eu corri do 7º andar de um shopping center, estava um caos. A cena parecia o fim do mundo. As pessoas gritavam e corriam para se abrigar em algum lugar”, disse a professora Yupadee Anujan, de 34 anos, que se refugiou no parque.

“Havia sons de sirenes tocando constantemente… isso me deixou mais assustada, então tentei caminhar até o parque o mais rápido que pude.”

Ruas travadas

Vídeos compartilhados nas mídias sociais mostraram água escorrendo pelas laterais do Intercontinental Hotel, de 37 andares, quando os tremores esvaziaram a piscina da cobertura.

Autoridades da cidade de mais de 11 milhões de habitantes receberam 169 ligações relatando danos a edifícios até o final da tarde, no horário local. Abrigos temporários foram montados em toda a cidade para as pessoas que não conseguiam acessar suas casas.

Ônibus estavam lotados, as motocicletas disputavam centímetros para transitar e as calçadas estavam abarrotadas de trabalhadores que tentavam, em vão, chamar táxis, com o trânsito parado.

Alguns moradores tiveram que deixar seus veículos e caminhar para casa.

“Acabei de entender o termo ‘vítima de desastre’ de verdade hoje… primeira e última vez, por favor”, postou nas redes sociais uma que precisou caminhar quilômetros até sua casa

O governador de Bangkok, Chadchart Sittipunt, ordenou que quatro dos maiores parques da cidade ficassem abertos durante toda a noite e fornecessem comida, água e refúgio para milhares de pessoas que não conseguiam voltar para casa.

Entre elas estava Natcha, que ficou acampada no parque Lumpini até tarde da noite. Ela disse que estava com medo de voltar para seu escritório no 10º andar.

“Quando o terremoto aconteceu e o tremor foi mais intenso, eu não tinha certeza se sobreviveria”, disse Natcha, que não quis dar seu nome completo.

“O tremor foi muito intenso.”



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