terça-feira , 31 março 2026
Lar Economia economia do Brasil tem série de subsídios cruzados, perversos e regressivos
Economia

economia do Brasil tem série de subsídios cruzados, perversos e regressivos


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta terça-feira, 1º de abril, que a economia brasileira conta com uma série de subsídios cruzados, perversos e regressivos. A afirmação foi realizada durante sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem aos 60 anos da autarquia.

“É natural, todo mundo gostaria de ter o melhor dos dois mundos. Todo mundo gostaria de poder receber o benefício dos dois lados, mas cabe à gente, também do Banco Central, explicar, discutir melhor essas questões com a sociedade. Este é um dos principais desafios da autoridade monetária, esse tema da comunicação”, assegurou o presidente do BC.

Galípolo enfatizou que o tema é “absolutamente novo” para a autoridade monetária até os meados dos anos 90. “Mesmo as autoridades monetárias das principais economias do mundo não comunicavam nem suas decisões de política monetária, que são temas que vem crescendo, que impõem o desafio do Banco Central de falar sobre política monetária”, lembrou.

Para o presidente do BC, a comunicação é quase uma arte e precisa ser feita para além dos agentes financeiros. “As autoridades monetárias precisam cada vez mais dialogar com o público mais amplo. Não só sobre política monetária, mas sobre vários outros temas: estabilidade, combate a fraudes, golpes que afetam milhões de pessoas, regulação, mudanças legais que podem afetar e que podem afetar milhões de pessoas”, enumerou.

Nesse sentido, de acordo com ele, é “absolutamente bem-vindo que a instituição de política monetária vá ganhando cada vez mais espaço no debate público”. Sem citar o nome do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que costumeiramente comenta a política de juros, nem deputados que o antecederam no evento desta terça e que foram críticos à política monetária do BC Galípolo ressaltou que pessoas públicas eleitas têm o direito de se pronunciar sobre o trabalho do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. “Isso é essencial, é importante e é óbvio que é legítimo, especialmente por quem foi democraticamente eleito. Quem foi democraticamente eleito tem todo o direito”, disse.



Fonte

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Economia

Governo central registra superávit primário de R$ 36,5 bi em outubro, informa Tesouro

O desempenho das contas foi decorrente de receitas líquidas de R$ 228,991...

Economia

Projeto de isenção do IR terá saldo positivo de R$1,9 bi, diz Barreirinhas

BRASÍLIA (Reuters) – O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta...

Economia

Black Friday 2025 deve bater recorde com R$ 5,4 bilhões em vendas, aponta CNC

As vendas para a campanha de liquidações da Black Friday deste ano,...

Economia

Galípolo realça importância do FGC em relação a benefício implícito de grandes bancos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na Comissão de Assuntos...

Portal Encontro das Aguas