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Brasil tomará todas as medidas cabíveis para se defender de tarifas dos EUA, diz Lula


O governo brasileiro tomará todas as medidas cabíveis para defender sua economia das tarifas impostas pelos Estados Unidos, e terá como base em sua resposta um projeto de reciprocidade comercial aprovado pelo Congresso Nacional, disse nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em evento em Brasília para balanço de dois anos de seu governo, Lula garantiu que fará o que for necessário para defender os trabalhadores e as empresas brasileiras após o anúncio tarifário do presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira. Lula aproveitou ainda para fazer uma defesa do multilateralismo e do livre comércio.

“Defendemos o multilateralismo e o livre comércio e responderemos a qualquer tentativa de impor o protecionismo, que não cabe mais hoje no mundo”, disse Lula em seu discurso.

“Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e os nossos trabalhadores, tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, acrescentou.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira projeto que estabelece critérios para a reação do Brasil a barreiras e imposições comerciais de nações ou blocos econômicos contra produtos nacionais.

O projeto fornece ao Executivo instrumentos legais para reagir a eventuais decisões unilaterais de outros países que impactem negativamente a competitividade brasileira. Já aprovado no Senado, o texto foi enviado para sanção presidencial.

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A votação no Congresso ocorreu logo após Trump anunciar uma tarifa de 10% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA como parte de seu pacote de tarifas recíprocas impostas a todos os parceiros comerciais dos EUA.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) disseram em nota conjunta na noite de quarta-feira que as tarifas dos EUA “violam os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio”.

O governo pontuou que os EUA registraram superávit comercial em sua relação com o Brasil em 2024, de cerca de US$7 bilhões no caso de bens e de US$28,6 bilhões considerando-se bens e serviços.

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“Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a ‘reciprocidade comercial’ não reflete a realidade”, afirmou o governo, acrescentando que se mantém aberto ao diálogo com os EUA.



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