terça-feira , 31 março 2026
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Coreia do Sul não seguirá exemplo da China e vai negociar com os EUA, diz presidente


O presidente interino da Coreia do Sul, Han Duck-soo, que assumiu o cargo após a destituição de seu antecessor devido a uma crise de lei marcial que ainda reverbera pelo país, disse que o país “claramente gostaria de negociar” com os Estados Unidos. Em entrevista à CNN, o mandatário elogiou a “aliança muito forte” entre as duas nações, e afirmou que, se depender dele, não seguirá o exemplo da China.

“Não seguiremos esse caminho”, afirmou, quando perguntado sobre as ações de países em resposta às tarifas de Trump.

Duck-soo reforçou que há planos para busca de acordo com o presidente Donald Trump, em especial considerando a relação de aliança de longa data entre os países. A Coreia do Sul enfrenta tarifas de 25%, o que pode afetar uma economia liderada por exportações que abastece lares e estradas americanas com marcas como Samsung, LG e Hyundai, além de aumentar o custo desses produtos para os consumidores.

“Não acho que esse tipo de retaliação melhore a situação dramaticamente”, disse ele, minimizando a importância de uma reunião recente entre os ministros de Comércio das três nações asiáticas. “Não acho que será realmente lucrativo para nós três, e especialmente para a Coreia.”

As medidas mais recentes seguem uma tarifa anterior de 25% sobre aço e alumínio, imposta no mês passado, que afetará duramente a Coreia do Sul, o quarto maior exportador de aço para os EUA. Isso se soma a uma tarifa separada de 25% sobre importações de carros e peças de automóveis dos EUA, uma indústria em que o país se destaca.

Durante a entrevista, Han descreveu as tarifas dos EUA como “uma pena”, reconhecendo que “nem tudo será resolvido em um dia ou dois” e que as empresas sul-coreanas devem se preparar para o impacto. No entanto, ele também expressou otimismo – dizendo acreditar que os dois países podem chegar a uma resolução antes que as linhas de produção comecem a fechar na Coreia.

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Assim como o primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba – que falou com Trump na noite de segunda-feira – Han busca uma saída, não uma retaliação. “Acho que devemos, de uma maneira muito calma, avaliar o que esse tipo de 25% significa para nós, e devemos, de uma maneira muito calma, negociar com eles”, disse ele, acrescentando que já enviou seu ministro de Comércio para Washington.



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