segunda-feira , 30 março 2026
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PDT cobra maior defesa do governo a Lupi em crise: “Bode expiatório“


Membros do PDT criticam a postura do governo federal perante o presidente nacional licenciado da sigla e ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, na crise do INSS e cobram uma maior defesa pública dele. Há quem acredite que ele está sendo tratado como uma espécie de “bode expiatório”.

Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem bancado a permanência de Lupi no governo, mas também não tem feito uma defesa enfática do ministro.

Há receios de que a investigação em curso tenha novos desdobramentos e possam implicar Lupi, gerando mais uma crise de imagem por suposta corrupção no governo.

Para um deputado do partido, na tentativa de blindar Lupi do desgaste, o governo tinha que reforçar que as investigações levam anos, que não são de uma hora para outra, e que as equipes em cima das irregularidades nos descontos de benefícios de aposentados e pensionistas – Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal (PF), por exemplo – são todas da atual gestão.

Há uma avaliação também de que Lupi teria sido menosprezado na coletiva que anunciou as apurações na semana passada.

Uma parte da bancada do PDT na Câmara dos Deputados defende que, se Lupi for tirado do Ministério da Previdência Social, o partido deve desembarcar do governo, o que pode fragilizar ainda mais a governabilidade do Planalto.

Essa ala acredita já estar sendo tratada como um “patinho feio”, sem importância, há tempos nas articulações do governo Lula. Ainda, considera que o Ministério da Previdência Social virou uma pasta “estigmatizada”. Qualquer decisão futura, porém, deverá ser feita em conjunto pela bancada e pela Executiva do PDT.

Lupi foi alertado em junho de 2023 sobre indícios de irregularidades em descontos na folha de pagamento de aposentados.

Em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), presidido por Lupi, uma das conselheiras, Tonia Galleti, solicitou que fosse incluída na pauta uma discussão sobre os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) das entidades que possuem desconto de mensalidade junto ao INSS.

Segundo a ata da reunião, o pedido foi negado, pois a pauta já estava elaborada. A conselheira então reforçou o pedido, alegando que havia “inúmeras denúncias feitas”.

De acordo com a ata, Lupi registrou que a solicitação era “relevante”, mas não haveria condições de atendê-la imediatamente, pois seria necessário “um levantamento mais preciso”.

O ministro então pediu que o tema fosse pautado como primeiro item da próxima reunião do conselho, o que não ocorreu.

Lupi nega omissão diante do caso. Segundo ele, após ter sido informado de que havia indícios de irregularidades, ele pediu, ainda em 2023, que o INSS fizesse uma apuração sobre as denúncias.



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