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Dia Mundial do Jazz: conheça banda que dá um 'toque amazônico' no estilo musical




Amazônia Jazz Band foi criada em 1994 e reúne dezenas de músicos que representam o Pará quando o assunto é jazz. Amazônia Jazz Band toca em espetáculos no Theatro da Paz.
Agência Pará
🎶 O Dia Mundial do Jazz é celebrado nesta quarta-feira (30). O ritmo, conhecido pela arte do improviso, surgiu no final do século XIX, nos Estados Unidos, e desde então é referência para novas combinações e na criação de novos gêneros musicais. No Pará, a Amazônia Jazz Band (AJB) é responsável pelo “toque amazônico” no já tão clássico jazz.
A big band foi formada em 1994, em Belém, semente de um grupo que tocava jazz no Instituto Carlos Gomes. Hoje, a AJB reúne 22 músicos que compõem uma verdadeira “cozinha musical”.
🎺 Big Band é como são chamados os grupos e bandas de jazz no mundo todo. Em tradução literal do inglês para o português significa “grande banda”.
O dia 30 de abril foi escolhido pela Organização das Nações Unidas em 2011 para comemorar o potencial diplomático do jazz de unir pessoas pelo mundo por meio das melodias.
Para desbravar este mundo, o g1 conversou com o maestro Eduardo Lima, de 50 anos, que entrou na big band quatro anos depois da fundação, como saxofonista.
“O jazz nasceu em Nova Orleans entre 1890 e 1910. É interessante que o gênero não iniciou com todos esses instrumentos. Ele começou na forma vocal, com as chamadas ‘work songs’ ou ‘canções de trabalho’, onde os negros cantavam para minimizar o trabalho dolorido da época. O jazz é uma fusão da música africana com a música clássica europeia, e ao longo dos anos foram se adaptando os instrumentos”, explicou o maestro.
Rua Bourbon, em Nova Orleans, famosa pelos restaurantes e espaços culturais que tocam jazz.
AFP/Chris Graythen/Getty Images
🎹 As composições instrumentais de jazz, sem voz, vão desde usar apenas um instrumento, como o piano, a bateria ou o saxofone, até juntar estes e muitos outros para melodias que podem ser mais dinâmicas, românticas, mais leves, eletrizantes, rápidas ou dançantes.
No Brasil, o jazz teve uma grande influência no século XX, nas composições de Pixinguinha, Ary Barroso e Tom Jobim, artistas que imprimiram as próprias identidades nas faixas e álbuns, inspirados pelo gênero americano.
Amazônia Jazz Band celebra Dia Internacional do Jazz com noite de clássicos, em Belém
É assim também que os músicos da AJB criam, principalmente o guitarrista e arranjador Kim Freitas, que tem o papel de “mixar” as melodias. Ele transformou “No Meio do Pitiú”, da paraense Dona Onete, para as apresentações da big band.
Kim Freitas é guitarrista e arranjador na AJB.
Diury Joicram / g1
“Eu gosto muito do cancioneiro paraense e também amo o jazz. Então, por que não unir esses dois gêneros? Como ficaria essa fusão? O principal papel do arranjo é pegar algo que já existe e trazer uma cara nova, sem perder aquilo que já se conhece”, detalhou Kim.
🎙️ Cancioneiro é a música popular de algum povo, comunidade ou etnia.
“A gente toca o jazz em todas as suas vertentes, mas temos esse espaço mais aflorado. Somos do Pará, então tem que ter essa cara.”
🪇 A mistura é uma das marcas carimbadas da Amazônia Jazz Band, que junta as raízes do jazz com o “molho paraense”. Grande parte deste resultado vem do trabalho da percussão, parte da banda em que é possível explorar ainda mais os instrumentos que remetem à sonoridade regional, como as maracas, congas e sementes.
Aos 55 anos, Claudio Costa é percussionista e o integrante que está há mais tempo no grupo. Ele destacou os timbres únicos e as identidades próprias dos itens diferentes usados pela big band que a difere de tantas outras.
Percussionista Claudio Costa, da Amazônia Jazz Band.
Diury Joicram / g1
“Nada melhor do que isso, de nós apresentarmos também a musicalidade que os percussionistas têm aqui na música paraense”, reforçou Cláudio.
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Por fim, maestro Eduardo disse: “Eu tenho muito orgulho de poder usar a percussão amazônica fazendo essa fusão com a Jazz Band. Quem ganha é o público, e quem nunca sentiu a energia da Amazônia Jazz Band não sabe o que está perdendo”.
Integrantes da AJB.
Diury Joicram / g1
Integrantes da Amazônia Jazz Band após show no Theatro da Paz.
Divulgação
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