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EUA pedem que Índia e Paquistão trabalhem juntos para reduzir as tensões


O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu na quarta-feira (30) que a Índia e o Paquistão trabalhem juntos para diminuir as tensões após o ataque de militantes islâmicos na semana passada na Caxemira administrada pela Índia, que matou 26 pessoas, segundo o Departamento de Estado.

Rubio conversou separadamente com o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, e com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, expressando seu apoio à Índia no combate ao extremismo e instando o Paquistão a cooperar na investigação do ataque, informou o Departamento de Estado após as ligações de Rubio.

Os telefonemas desta quarta-feira marcam os níveis mais altos de compromissos diplomáticos simultâneos publicamente conhecidos de Washington com o objetivo de reduzir as tensões entre a Índia e o Paquistão desde o ataque de 22 de abril.

A Índia é um importante parceiro dos EUA para combater a crescente influência da China. O Paquistão continua sendo um aliado de Washington, mesmo que sua importância tenha diminuído após a retirada dos EUA do vizinho Afeganistão em 2021.

As declarações do Departamento de Estado após as ligações chamaram o ataque na Caxemira de “terror” e “inconcebível”, e disseram que Rubio falou ao Paquistão “sobre a necessidade de condená-lo”.

Rubio “pediu a cooperação das autoridades paquistanesas na investigação desse ataque inaceitável”, disse o Departamento de Estado. O gabinete de Sharif disse que ele pediu a Rubio que exortasse a Índia a “diminuir a retórica”.

O secretário pediu que os vizinhos asiáticos com armas nucleares trabalhassem entre si “para diminuir as tensões, restabelecer as comunicações diretas e manter a paz”.

Washington pediu a outros países que ajudassem a reduzir as tensões e pediu à Índia e ao Paquistão que trabalhassem em uma “solução responsável”.

O governo norte-americano condenou o ataque sem criticar o Paquistão. A Índia culpou o país, que negou a responsabilidade, pedindo uma investigação neutra.

A Caxemira, de maioria muçulmana, é reivindicada integralmente pela Índia, de maioria hindu, e pelo Paquistão, de maioria islâmica, que controlam apenas partes da região e já travaram guerras por causa dela.

Após o ataque, a Índia suspendeu um tratado que regulamentava o compartilhamento de água, e ambos os países fecharam o espaço aéreo para as companhias aéreas um do outro. Os dois países trocaram tiros ao longo da fronteira.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, nacionalista hindu, prometeu punir os responsáveis. O Paquistão afirma que uma ação militar da Índia era iminente.



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