sexta-feira , 3 abril 2026
Lar Pará Suspeito de matar radialista no Pará durante programa ao vivo é preso e confessa crime: 'Fui lá e fiz'
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Suspeito de matar radialista no Pará durante programa ao vivo é preso e confessa crime: 'Fui lá e fiz'




No interrogatório, ele deu à polícia detalhes de como foi a execução e disse que trocou de roupa no banheiro de um supermercado após o assassinato. Radialista com mais de 20 anos de carreira é assassinado no Pará.
Reprodução/Redes sociais
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite de quinta-feira (29), Gleydoson Moraes Queiroz, conhecido como “Cabeção”, apontado como suspeito de assassinar o radialista Luis Augusto Carneiro Costa, o “Luizinho Costa” em Abaetetuba, no nordeste do Pará.
Ele confessou o crime, segundo a Polícia. No interrogatório, ele deu detalhes da execução e informou que trocou de roupa no banheiro de um supermercado, onde foi preso, após o assassinato. O g1 tenta localizar a defesa dele.
O crime foi durante um programa de rádio ao vivo. Testemunhas ouviram os disparos e os gritos da vítima ao vivo, causando susto na cidade e região.
Gleydoson foi preso na Vila dos Cabanos, distrito de Barcarena, município vizinho, durante a operação “Antena da Lei”, com policiais civis da Delegacia de Homicídios de Abaetetuba, da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, peritos da Polícia Científica e agentes do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI).
Suspeito de matar radialista durante programa ao vivo é preso no Pará.
Reprodução / PC-PA
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O homicídio qualificado foi na manhã de 27 de maio, por volta das 9h48, na sede da Rádio Guarany, na Rua Lauro Sodré, nº 1710, em Abaetetuba. Luizinho Costa foi surpreendido enquanto apresentava um programa de rádio ao vivo.
O suspeito chegou à rádio em uma motocicleta branca, sem placa, usando capacete preto, máscara azul e mochila preta. No local, ele perguntou especificamente por “Luizinho” antes de entrar no estúdio, sacar uma pistola e efetuou três disparos contra a vítima.
“Luizinho” foi atingido na cabeça, costas e abdômen, sem chance de defesa e morreu no local. O suspeito fugiu na mesma motocicleta e teve apoio no crime.
Segundo a polícia, imagens de câmeras de segurança revelaram que o autor do crime esteve cerca de vinte minutos antes em um conjunto de kitnets, onde tirou o capacete e estacionou a motocicleta por aproximadamente dois minutos antes de executar o crime.
A partir dos dados, a Polícia Civil pediu a busca e apreensão no local, autorizada pela Justiça, onde encontrou informações ligando Gleydoson Moraes Queiroz ao crime. A motivação ainda está sendo confirmada nas investigações.
Suspeito confesso
No mesmo dia do crime, por volta das 17h, a equipe policial recebeu denúncia anônima indicando “Cabeção” como autor do homicídio. Após buscas, ele foi localizado em uma lanchonete dentro de um supermercado, onde ele foi monitorado por cerca de 40 minutos.
Durante conversa com uma outra pessoa, ele acabou confessando o assassinato, detalhou fatos que apenas o executor poderia saber: “eu mesmo passei o Luiz, eu fui lá e fiz o serviço”.
Ele relatou que o desentendimento que motivou o crime foi relacionado à organização de eventos na região, especialmente por Luizinho ter cancelado um evento organizado por ele em Vila do Conde, Barcarena, há cerca de um mês.
“Cabeção” também revelou intenção de matar um segundo radialista da região, também de acordo com a polícia.
Ao deixar o estabelecimento, Gleydoson foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Homicídios de Abaetetuba, onde foi autuado pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e pela vítima não ter tido chance de defesa.
Apreensões e investigação
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Na casa de Gleydoson em Barcarena, a Polícia apreendeu a motocicleta usada no crime e aparelhos celulares do suspeito.
As investigações continuam para apurar o envolvimento de outras pessoas e entender a motivação por trás do homicídio, que estaria ligado ao controle da organização de eventos na região do Baixo Tocantins.
A prisão preventiva do suspeito foi pedida apontando a fuga, a destruição de provas e o impacto causado pelo crime, que chocou a população local ao ocorrer ao vivo durante o programa de rádio.
Gleydoson Moraes Queiroz está sob custódia na unidade de prisional de Abaetetuba, à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforçou para que a população colabore com informações que possam auxiliar na investigação, por meio do Disque-Denúncia 181 ou pelo WhatsApp da atendente virtual Iara, no número (91) 98115-9181. As denúncias podem ser feitas anonimamente.



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