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Fed deve retomar cortes de juros após dados de inflação e auxílio-desemprego


(Reuters) – O caminho do Federal Reserve para retomar os cortes na taxa de juros a partir de setembro parecia se ampliar nesta quinta-feira, depois que dois relatórios do governo dos Estados Unidos apontaram para uma inflação moderada e sinais de possível enfraquecimento no mercado de trabalho.

Os preços ao produtor dos EUA subiram 2,6% em maio em relação ao ano anterior, depois da alta de 2,5% em abril, informou o Departamento do Trabalho.

Após resultados melhores do que o esperado para a inflação ao consumidor, economistas estimam que a alta dos preços pelo indicador preferido do Fed — o índice PCE — provavelmente subiu em linha com a meta de 2% do Fed no mês passado.

Economistas ainda esperam que as tarifas do presidente Donald Trump aumentem os preços e elevem a inflação neste ano, mas “a tendência de curto prazo continua favorável, permitindo que o (Fed) sinalize na próxima semana que ainda pretende afrouxar a política monetária neste ano”, escreveram economistas da Pantheon Macroeconomics.

Eles estimam que o núcleo do PCE avançou apenas 0,12% em maio em relação a abril, com base nos dados mais recentes de preços ao produtor e ao consumidor. Economistas de outras empresas de Wall Street emitiram estimativas semelhantes.

A expectativa é de que o Fed deixe sua taxa inalterada na faixa de 4,25% a 4,50% na reunião de 17 e 18 de junho. Os contratos de futuros mostram que os operadores agora esperam uma redução de 25 pontos-base em setembro, com outra redução semelhante provavelmente em outubro.

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Antes dos dados desta quinta-feira, operadores previam que o Fed esperaria até dezembro para fazer um segundo corte de juros. O banco central dos EUA cortou os juros três vezes em 2024.

Um relatório separado do Departamento do Trabalho mostrou que os pedidos semanais iniciais de auxílio-desemprego permaneceram estáveis em 248.000 ajustados sazonalmente para a semana encerrada em 7 de junho, enquanto os pedidos contínuos saltaram para 1,951 milhão, seu nível mais alto desde 2021.

“Os norte-americanos, especialmente os recém-formados, estão preocupados com a dificuldade de encontrar um emprego”, disse Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union. “Se as demissões piorarem, isso aumentará os temores de uma recessão e de uma retração nos gastos do consumidor.”



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