sexta-feira , 27 março 2026
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Recuo de Trump em tarifaço pode levar à retomada de exportações, aponta Fazenda


Interlocutores o Ministério da Fazenda aprovaram a decisão presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar a tarifa adicional sobre alguns produtos agrícolas exportados pelo Brasil. Um integrante da pasta destacou que o recuo do líder da maior economia do mundo beneficia produtos em que o Brasil é bastante competitivo, como café, carne bovina e suco de laranja. A expectativa é de retomada das exportações dos produtos contemplados, que tiveram quedas entre agosto e outubro.

A lista inclui também banana, açaí e castanha de caju. Outras frutas, como tomate e manga, terão um regime especial, com isenção da tarifa adicional em períodos específicos ao longo do ano.

O “tarifaço” entrou em vigor no dia 6 de agosto. Na decisão inicial, Trump citou uma perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ameaças a plataformas americanas. Depois, durante a Assembleia-Geral da ONU, em setembro, o presidente dos Estados Unidos esteve rapidamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que eles tiveram uma “excelente química”. Oficialmente, as negociações sobre as tarifas foram abertas no dia 6 de outubro, quando os dois líderes conversaram por telefone.

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Na ordem executiva desta quinta, Trump mencionou um “avanço inicial” das negociações entre os dois países, ponto considerado importante pelo interlocutor da Fazenda.

Trump também citou textualmente a ligação com Lula e disse que recebeu recomendações de oficiais do governo americano, especialmente sobre produtos agrícolas.

“Após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por esses funcionários e o andamento das negociações com o Governo do Brasil, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar o escopo dos produtos sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14323.”

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Em nota, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou que o agronegócio não pode ser alvo de medidas de “cunho político” e que a nova decisão vai na direção correta ao considerar o Brasil um fornecedor “confiável, competitivo e parte essencial da segurança alimentar mundial”.



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