sexta-feira , 27 março 2026
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Galípolo realça importância do FGC em relação a benefício implícito de grandes bancos


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira (25), que a supervisão do sistema financeiro é “um trabalho contínuo”, marcado por ajustes permanentes conforme surgem novos problemas e exigências. “Você vai estar sempre vendo o que aconteceu, aprimorando”, disse. Para ele, episódios de risco fazem parte da própria história econômica, porque “instituições como bancos são falíveis”.

Galípolo destacou que, na estrutura do sistema financeiro global, algumas instituições carregam uma vantagem implícita. “[As maiores instituições] gozam de um benefício, de uma condição que é entendida como too big to fail, elas são grandes demais para falhar”, afirmou. Ele explicou que quando um banco reúne “10%, 15% do PIB em ativos”, qualquer crise pode gerar “repercussões sistêmicas”, afetando toda a economia.

Essa condição, disse, molda o comportamento de investidores e depositantes. “[O depositante pensa]: ‘Eu sei que essa instituição não vai poder falhar; no final do dia, vai ter que se resolver o problema dela’.” Esse entendimento criaria uma assimetria no mercado, pois grandes bancos atrairiam naturalmente mais recursos por contarem com essa proteção implícita.

Para mitigar essa desigualdade, Galípolo enfatizou a função do Fundo Garantidor de Créditos. Ele explicou que o FGC surgiu justamente para oferecer proteção a quem deposita seus recursos em instituições que não são grandes o suficiente para se beneficiarem do too big to fail. “Para conferir isso a outras, se criou a figura do fundo garantidor de crédito”, afirmou, lembrando que mecanismos semelhantes existem em diversos países.

Galípolo também detalhou o papel do Banco Central no monitoramento dos riscos. Cabe à autoridade monetária, segundo ele, verificar se os ativos estão adequados e se as garantias existem de fato. “Esse é o risco que o Banco Central vai olhar na sua auditoria.” Já o apetite de risco de cada instituição para comprar ativos, ele ressaltou, “não está na alçada do Banco Central”.



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