quarta-feira , 27 maio 2026
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Suspeito de atuar em rede criminosa de tráfico de animais silvestres é preso em Santarém




Operação Extinção Zero apreendeu animais silvestres em endereços de investigados
Polícia Federal/Divulgação
Um homem suspeito de integrar uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção foi preso em Santarém, no oeste do Pará. A Operação Extinção Zero foi deflagrada pela Polícia Federal para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em cinco estados: Pará, Bahia, Pernambuco, Piauí e Maranhão.
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Até a última atualização desta reportagem a PF já havia realizado a prisão de pessoas:
1 em Santarém/PA
1 em Feira de Santana/BA
1 em Jeremoabo/BA
1 em Araguanã/MA
5 em Juazeiro/Petrolina
1 já estava preso (morava em Lauro de Freitas – BA).
O esquema
De acordo com informações da Polícia Federal (PF), a quadrilha operava a partir de Juazeiro do Norte, onde estavam os chefes. A investigação aponta que eles compravam animais de caçadores, responsáveis por retirar os animais da natureza. O grupo de Juazeiro recebia esses animais e os repassava para clientes no Brasil e no exterior.
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Em 2025, o grupo teria planejado a captura de ararinhas-azuis mantidas no criadouro conservacionista do Programa de Reintrodução da espécie, localizado no município de Curaçá (BA).
Ainda de acordo com a PF, o grupo possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores. A organização utilizava drones, armamentos, contas bancárias de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada, além de adotar medidas para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas.
Investigações
As investigações começaram após a apreensão, em fevereiro de 2024, no Togo, de um veleiro brasileiro que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção. De acordo com a apuração, os animais teriam saído do Brasil com documentação CITES inautêntica.
Durante a investigação, a Polícia Federal contou com o apoio do Ibama e do Inema, responsáveis pelo encaminhamento dos animais resgatados para avaliação, reabilitação e posterior reintegração ao habitat natural.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais, além de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações.
Mandados
Foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, para cumprimento nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará.
*Com informações da PF na Bahia
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