
Fabiana Monteiro, da coordenação do projeto, explica como a sociedade ver o parkison
Pacientes diagnosticados com a doença de Parkinson participaram de uma manhã de atividades físicas e integração no Parque da Cidade, em Santarém, no oeste do Pará. O evento “Caminhando com Parkinson” reuniu familiares e voluntários para demonstrar que o movimento é um aliado na reabilitação e na vida social.
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A programação contou com caminhadas, alongamentos e exercícios de coordenação motora. Para o aposentado Luiz Carlos Azevedo, a prática regular de esportes é fundamental para evitar o enrijecimento físico e garantir o convívio social.
“Ajuda muito, muito. Natação, muito, muito, sabe? Caminhada… Sair de casa. Sair de casa, conversar com as pessoas, sabe? Não ficar preso, porque preso os músculos vão endurecendo, os ossos vão ficando ruins, sabe?”, relatou o aposentado.
Além do benefício motor, o projeto atua no combate ao preconceito e ao estigma. Fabiana Monteiro, da coordenação do projeto, explicou que o olhar da sociedade muitas vezes gera desconforto nos pacientes.
Pacientes, familiares e voluntários se reuniram para mostrar que o movimento é o melhor remédio para a qualidade de vida
Reprodução/TV Tapajós
“Às vezes o paciente fala que ele se sente incomodado quando ele está tremendo, quando a perna não sai do lugar e gera aqueles olhares, né? Então esse constrangimento, às vezes, é por falta de informação, porque a gente sempre dentro da fisioterapia neurofuncional, a gente sempre fala que diagnóstico não é destino”, afirmou.
A escolha do Parque da Cidade para a atividade busca trazer bem-estar emocional e retirar o tratamento do ambiente clínico tradicional. A coordenadora Richelma Barbosa reforça o impacto positivo da prática ao ar livre.
“O exercício físico fora de casa e fora do ambiente de uma clínica, de um consultório, de uma instituição, traz memórias afetivas para o movimento trazer mais liberdade. Então o paciente se sente feliz, o paciente ele se sente cada vez mais motivado a buscar a qualidade de vida”, destacou.
Para as famílias, acompanhar o progresso dos pacientes é um processo de aprendizado sobre as limitações da doença. A empresária Euziane Mauma, que acompanha o pai diagnosticado há quatro anos, destacou a importância da inclusão.
“Ah, é muito importante, porque a gente consegue envolver eles, né? Para, apesar das limitações e com esses projetos, eles ficam… tiro pelo meu pai, então, né? Que já foi diagnosticado há quatro anos e é uma… ele se sente muito feliz quando ele vem no projeto”, concluiu.
Prática de esportes ajuda pacientes com Parkinson a melhorar qualidade de vida
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