sexta-feira , 3 abril 2026
Lar Economia Confiança do comércio tem sinal favorável sobre demanda atual, mas juro gera cautela
Economia

Confiança do comércio tem sinal favorável sobre demanda atual, mas juro gera cautela


O avanço de 1,2 ponto no Índice de Confiança do Comércio (Icom) na passagem de abril para maio foi a segunda alta consecutiva, levando o indicador ao nível de 88,7 pontos, movimento que ainda não recupera todas as perdas dos quatro meses anteriores de recuos. A melhora recente carrega “um sinal favorável” sobre a demanda atual, enquanto a política monetária restritiva contribui para uma cautela nas expectativas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em médias móveis trimestrais, o Icom avançou 1,0 ponto em maio.

“A confiança do comércio volta a subir em maio, com a novidade da melhora nos indicadores sobre presente. Ainda não recupera todas as perdas dos meses anteriores, mas já é um sinal favorável sobre a demanda corrente. As expectativas voltaram a oscilar e indicam que a trajetória da confiança não deve ser linear nos próximos meses”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em maio, houve melhora da confiança em três dos seis principais segmentos do setor, puxada pelas avaliações sobre o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 5,2 pontos em maio, para 93,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 3,0 pontos, para 84,5 pontos.

“O mercado de trabalho aquecido, e a consequente evolução da renda, justificam parte da melhora observada no mês. Por outro lado, o ambiente macroeconômico ainda muito restritivo, com juros em alta e inflação acima da meta, pesa negativamente, mantendo os empresários do setor com cautela sobre o ritmo dos próximos meses”, completou Tobler.

Entre os quesitos que compõem o IE-COM, o item que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses caiu 3,6 pontos, para 82,8 pontos, enquanto as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses encolheram 2,3 pontos, para 86,7 pontos.

Continua depois da publicidade

No ISA-COM, o item que avalia o volume de demanda atual teve elevação de 3,0 pontos, para 91,6 pontos. As avaliações sobre a situação atual dos negócios avançaram 7,5 pontos, para 95,4 pontos.

A FGV ressaltou que o Indicador de Desconforto do Comércio mostrou piora em maio, alcançando o maior nível desde maio de 2022.

“A diferença é que agora, o custo financeiro e o acesso ao crédito são os principais fatores de desconforto para o setor, enquanto a demanda insuficiente e outros fatores tinham maior influência em outros anos”, justificou Tobler.

Continua depois da publicidade

A Sondagem do Comércio de maio coletou informações entre os dias 5 e 27 do mês.



Fonte

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Economia

Governo central registra superávit primário de R$ 36,5 bi em outubro, informa Tesouro

O desempenho das contas foi decorrente de receitas líquidas de R$ 228,991...

Economia

Projeto de isenção do IR terá saldo positivo de R$1,9 bi, diz Barreirinhas

BRASÍLIA (Reuters) – O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta...

Economia

Black Friday 2025 deve bater recorde com R$ 5,4 bilhões em vendas, aponta CNC

As vendas para a campanha de liquidações da Black Friday deste ano,...

Economia

Galípolo realça importância do FGC em relação a benefício implícito de grandes bancos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na Comissão de Assuntos...

Portal Encontro das Aguas