terça-feira , 27 janeiro 2026
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Conselheiro de Trump indica apoio a nova liderança na Ucrânia


Mike Waltz, conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, indicou um possível apoio do país para uma nova liderança na Ucrânia após a discussão de sexta-feira (28) do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Precisamos de um líder que possa negociar conosco, negociar com a Rússia e acabar com esta guerra”, disse Waltz neste domingo (2) a Dana Bash no programa “State of the Union” da CNN. “E caso se torne evidente que as motivações pessoais ou políticas do presidente Zelensky divergem do fim dos combates, então acredito que temos um verdadeiro problema nas nossas mãos”.

Waltz argumentou que o líder ucraniano precisa deixar claro “no público e no privado” que está “pronto para a paz”.

Waltz também ofereceu uma nova visão sobre potenciais concessões durante as negociações para um acordo entre a Rússia e a Ucrânia.

“O que estou dizendo é que esta guerra precisa acabar e isso exigirá concessões territoriais. Isso exigirá concessões russas em termos de garantias de segurança. Isso fará com que todos os lados se juntem à mesa. E estamos trabalhando muito para levar essas negociações adiante”, destacou.

Pressionado por Bash para fornecer detalhes sobre essas concessões para a Rússia, ele disse que “isso será claramente algum tipo de concessão territorial para garantias de segurança no futuro”, apontando para “garantias de segurança lideradas pela Europa”, incluindo forças do Reino Unido e da França.

As garantias de segurança dos EUA, acrescentou, “devem ser negociadas”.

Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e entrou no território por três frentes: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, país forte aliado do Kremlin. Forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços significativos nos primeiros dias, mas os ucranianos conseguiram manter o controle de Kiev, ainda que a cidade também tenha sido atacada. A invasão foi criticada internacionalmente e o Kremlin foi alvo de sanções econômicas do Ocidente.

Em outubro de 2024, após milhares de mortos, a guerra na Ucrânia entrou no que analistas descrevem como o momento mais perigoso até agora.

As tensões se elevaram quando o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o uso de um míssil hipersônico de alcance intermediário durante um ataque em solo ucraniano. O projétil carregou ogivas convencionais, mas é capaz de levar material nuclear.

O lançamento aconteceu após a Ucrânia fazer uma ofensiva dentro do território russo usando armamentos fabricados por potências ocidentais, como os Estados Unidos, o Reino Unido e a França.

A inteligência ocidental denuncia que a Rússia está usando tropas da Coreia do Norte no conflito na Ucrânia. Moscou e Pyongyang não negam, nem confirmam o relato.

O presidente Vladimir Putin, que substituiu seu ministro da Defesa em maio, disse que as forças russas estão avançando muito mais efetivamente – e que a Rússia alcançará todos os seus objetivos na Ucrânia, embora ele não tenha dado detalhes.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse acreditar que os principais objetivos de Putin são ocupar toda a região de Donbass, abrangendo as regiões de Donetsk e Luhansk, e expulsar as tropas ucranianas da região de Kursk, na Rússia, das quais controlam partes desde agosto. 

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