sexta-feira , 27 março 2026
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corte a dívida ou tenha um “infarto econômico”


O megainvestidor Ray Dalio fez um novo alerta sobre a economia dos Estados Unidos, destacando as graves consequências caso o governo Trump não reduza a dívida do país.

Durante a Cúpula Mundial de Governos em Dubai, Dalio comparou a situação econômica a um paciente em estado crítico, enfatizando a necessidade urgente de cortar o déficit orçamentário dos EUA de 7,5% para 3% do PIB.

Nesta semana, a dívida nacional bruta dos EUA estava em aproximadamente US$ 36,22 trilhões, com US$ 28,8 trilhões dessa quantia sendo dívida pública em forma de títulos detidos por indivíduos, corporações, governos estaduais ou locais, bancos, governos estrangeiros e outras entidades fora do governo dos EUA.

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Leia mais: Fiscal também é problema nos EUA e Europa, mas por que Brasil sofre mais com o tema?

Dalio alertou que uma dívida elevada significa que o governo gasta mais com pagamentos de juros, tornando-se mais vulnerável economicamente em crises futuras, além de aumentar a inflação e criar um fardo para as gerações futuras.

Dalio, fundador da Bridgewater Associates, um dos maiores hedge funds do mundo, destacou a responsabilidade dos governos em reduzir o déficit orçamentário e sugeriu que líderes que não consigam fazê-lo deveriam renunciar. Ele comparou a disciplina necessária para resolver o problema da dívida a mudanças no estilo de vida para melhorar a saúde, como dieta e exercícios.

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Questionado sobre sua mensagem para a administração Trump, Dalio afirmou que é crucial reconhecer o problema e tomar medidas práticas para cortar custos e aumentar a produtividade. Ele enfatizou a importância de ser conservador nas ações, avaliando cuidadosamente as consequências de cada corte.

Além disso, Dalio alertou sobre a dívida no crédito privado, descrevendo um “espiral de morte da dívida”, onde o devedor precisa pedir emprestado para pagar o serviço da dívida, acelerando o problema. Ele destacou que esse é um ponto crítico do ciclo econômico, onde a confiança na dívida diminui.



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