segunda-feira , 30 março 2026
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Crédito consignado privado pode somar 0,6 ponto ao PIB brasileiro, aponta XP


Os novos empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado deverão adicionar cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do PIB em termos anualizados (aproximadamente R$ 70 bilhões), destacam os economistas da XP em relatório.

Rodolfo Margato e Luíza Pinese, que assinam a análise, ressaltam que o programa tende a estimular a demanda por meio de dois canais principais: (i) um efeito substituição, pelo qual os consumidores trocam dívidas existentes por empréstimos consignados com condições mais favoráveis, reduzindo, assim, o serviço da dívida das famílias; e (ii) um efeito incremental, proveniente da expansão da concessão de crédito devido ao maior acesso ao sistema financeiro.

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Eles ressaltam que os efeitos do novo consignado privado ainda são incertos e as instituições financeiras parecem estar em fase de teste, tendo em vista os desafios operacionais e tecnológicos do programa e o ambiente macroeconômico adverso. “Ainda assim, os dados iniciais são promissores, e o programa tende a ganhar força nos próximos meses, com impacto relevante na atividade”, avaliam.

Do valor total, os economistas acreditam que um terço desse impacto ocorrerá em 2025, com o restante impulsionando o crescimento econômico em 2026.

Já em um cenário alternativo otimista, com substituição mais intensa entre tipos de crédito e estabilidade na razão entre serviço da dívida e renda familiar, o impacto total no crescimento do PIB poderia atingir 1,0 ponto percentual (p.p.).

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“Em nossa visão, o crescimento do PIB deverá desacelerar em relação aos anos anteriores, refletindo inflação mais elevada, política monetária contracionista e instabilidade no ambiente econômico global. Mas programas como o crédito consignado ao setor privado tendem a ser um importante amortecedor para a desaceleração”, avaliam.

De forma a incorporar os efeitos destas medidas, a XP revisou recentemente suas projeções para o crescimento do PIB, passando de 2,0% para 2,3% em 2025, e de 1,0% para 1,5% em 2026. Em 2024, o PIB cresceu 3,4%.

Segundo Margato e Luíza, as novas medidas do governo – com destaque para os empréstimos consignados ao setor privado – foram determinantes para a revisão altista em seu cenário.



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