terça-feira , 31 março 2026
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Defesa confirma ida de Léo Índio à Argentina em ofício ao STF


A defesa de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, enviou, nesta sexta-feira (28), um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, confirmando que ele está na Argentina. O primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alegou ser “perseguido” pelo STF. 

Na quinta-feira (27), Moraes deu um prazo de 48 horas para que os advogados esclarecessem se ele está fora do Brasil. 

Léo afirmou, em entrevista a uma rádio do Paraná, que viajou para o país vizinho após se tornar réu no processo que investiga um possível golpe de Estado.

Segundo documento enviado pela defesa, Léo Índio conseguiu permanência provisória na Argentina até 4 de junho de 2025, com permissão para trabalhar, morar, estudar e ter acesso aos serviços de saúde pública. O ofício foi assinado em 6 de março. 

Ele está morando em Puerto Iguazú, cidade da província de Misiones, localizada a 18 quilômetros da área onde estão as Cataratas do Iguaçu.

 

 

Ação no STF

Ainda na quinta-feira, o STF formou maioria para rejeitar um recurso da defesa de Léo Índio, contra a decisão que o tornou réu pela participação nas ações antidemocráticas em 8 de janeiro de 2023. 

Segundo os advogados do parente de Bolsonaro, não cabe ao Supremo analisar a acusação em desfavor dele. A alegação, em recurso, foi rejeitada pela Primeira Turma da Corte, no plenário virtual.

No caso de Léo, apenas Fux ainda não registrou voto. O ministro tem demonstrado preocupação com as penas aplicadas aos réus do 8 de janeiro de 2023

Em 28 de fevereiro, a Corte acatou, de forma unânime, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o parente de Bolsonaro e tornou Léo Índio réu.

Com a rejeição do recurso, Léo continua a responder um processo judicial no STF, embasado na denúncia da Procuradoria.

Para a PGR, ele cometeu os seguintes crimes:

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima
  • Deterioração de patrimônio tombado

A Procuradoria disse que o próprio Léo produziu, nas redes sociais, provas “suficientes” para responder ao processo. Ele ainda teria integrado grupos de WhatsApp com temática antidemocrática, onde se compartilhavam mensagens de insurreição.

Apesar disso, a defesa de Léo negou a existência de “efetivas provas, nos autos, quanto à participação dele no cometimento dos referidos crimes”. 

*Sob supervisão de Ronald Johnston



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