terça-feira , 31 março 2026
Lar Economia Dívida pública federal sobe 3,30% em fevereiro, para R$ 7,492 tri, diz Tesouro
Economia

Dívida pública federal sobe 3,30% em fevereiro, para R$ 7,492 tri, diz Tesouro


BRASÍLIA (Reuters) – A dívida pública federal subiu 3,30% em fevereiro ante janeiro, para R$7,492 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira.

No período, a dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) somou R$7,178 trilhões, com alta de 3,26%, enquanto a dívida pública federal externa (DPFe) atingiu 314 bilhões de reais, com elevação de 4,15%.

Contribuíram para a elevação da dívida pública no mês passado uma emissão líquida de R$165,7 bilhões, e uma incorporação de juros no valor de R$73,7 bilhões.

De acordo com o Tesouro, fevereiro foi marcado por uma elevação nos juros futuros no Brasil em função de incertezas geopolíticas e expectativas relacionadas à taxa Selic.

Segundo os dados da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma elevação no mês passado, passando de 11,40% ao ano em janeiro para 11,57%.

Por outro lado, o custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna subiu de 11,36% para 11,92% ao ano, diante do aperto monetário em curso no país, que encarece os títulos atrelados à Selic, que representam 47,8% do estoque.

Continua depois da publicidade

Na semana passada, o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, prevendo um aumento de menor magnitude em maio. A autarquia deixou os passos seguintes em aberto.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,11 anos para 4,08 anos em fevereiro.

A reserva de liquidez, por sua vez, passou de R$744 bilhões em janeiro para R$889 bilhões em fevereiro. O valor é suficiente para quitar 6,66 meses de vencimentos de títulos, contra 6,72 registrados em janeiro.

Continua depois da publicidade

Em relação ao mês de março, o Tesouro apontou que incertezas sobre o impacto da política tarifária na economia dos Estados Unidos e a perspectiva de redução no ritmo de corte de juros por parte do Fed em 2025 impactaram países emergentes, com aumento dos prêmios de risco.

Em março, segundo a pasta, os juros futuros no Brasil caíram em função da reprecificação referente à trajetória da taxa Selic.



Fonte

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Economia

Governo central registra superávit primário de R$ 36,5 bi em outubro, informa Tesouro

O desempenho das contas foi decorrente de receitas líquidas de R$ 228,991...

Economia

Projeto de isenção do IR terá saldo positivo de R$1,9 bi, diz Barreirinhas

BRASÍLIA (Reuters) – O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta...

Economia

Black Friday 2025 deve bater recorde com R$ 5,4 bilhões em vendas, aponta CNC

As vendas para a campanha de liquidações da Black Friday deste ano,...

Economia

Galípolo realça importância do FGC em relação a benefício implícito de grandes bancos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na Comissão de Assuntos...

Portal Encontro das Aguas