sexta-feira , 27 março 2026
Lar Economia Economia ainda aquecida no Brasil não dará refresco ao Banco Central, diz Caio Megale
Economia

Economia ainda aquecida no Brasil não dará refresco ao Banco Central, diz Caio Megale






O IPCA de março com alta de 0,56% revela que a inflação não mostra arrefecimento. Segundo Caio Megale, economista-chefe da XP, que participou nesta segunda (14) do programa Morning Call da XP, o dado mostra que “continua um quadro de inflação alta e atividade aquecida”.

Ele aponta o cenário muito parecido com ano passado. “O IPCA, quando se tira itens mais voláteis, que cai muito ou sobe muito, e tenta pegar a tendência subjacente da inflação, a gente chega à conclusão que a inflação fica rodando ali em 6%”, explicou.

“Isso é o dobro da meta do Banco Central (de 3%) e essa tendência vem subindo desde o final do ano passado, como reflexo do desequilíbrio entre oferta e demanda”, complementou.

Megale vê uma demanda ainda forte na economia, que “está bastante aquecida”. Para o economista, há uma dificuldade de a oferta fazer o acompanhamento. “Portanto, tem pressão de custo, além do efeito da desvalorização da taxa de câmbio do ano passado”, comentou.

Ainda assim, o economista da XP apontou que está desacelerando, ainda que de forma lenta. Ele disse que dados de varejo, serviços e produção industrial mostram recuo da atividade.

“Todos esses indicadores na semana passada vieram um pouco mais fraco, e o IBC-Br, excluindo a parte agrícola, que é muito forte nessa época do ano, também”, afirmou.

Continua depois da publicidade

Agronegócio

“Mas como o setor agrícola é muito importante, ele gera o efeito secundário, que é uma renda forte, que movimenta os serviços, o comércio”, disse. Isso, segundo ele, acaba gerando impacto em setores ligados ao agronegócio, como distribuição e logística.

“É um quadro de crescimento um pouco mais fraco que o ano passado, mas ainda bastante significativo”, pontuou. “Não é uma desaceleração muito pronunciada”, destacou.  

A XP elevou recentemente a projeção do PIB de 2025 de 2% para 2,3% e do ano que vem, de 1% para 1,5%.

Continua depois da publicidade

“Então, a gente está vendo uma economia firme que não vai dar muito refresco para o Banco Central. A queda da inflação vai ser tênue e provavelmente não chega na meta no horizonte relevante do Banco Central”, afirmou.



Fonte

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Economia

Governo central registra superávit primário de R$ 36,5 bi em outubro, informa Tesouro

O desempenho das contas foi decorrente de receitas líquidas de R$ 228,991...

Economia

Projeto de isenção do IR terá saldo positivo de R$1,9 bi, diz Barreirinhas

BRASÍLIA (Reuters) – O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta...

Economia

Black Friday 2025 deve bater recorde com R$ 5,4 bilhões em vendas, aponta CNC

As vendas para a campanha de liquidações da Black Friday deste ano,...

Economia

Galípolo realça importância do FGC em relação a benefício implícito de grandes bancos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na Comissão de Assuntos...

Portal Encontro das Aguas