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Eleições Portugal: Entenda cenário político com vitória de centro-direita


O partido de centro-direita Aliança Democrática (AD) venceu as eleições parlamentares antecipadas de Portugal no domingo (18), mas novamente não recebeu a maioria necessária no parlamento que encerraria um longo período de instabilidade, enquanto isso o partido de ultradireita Chega conquistou uma parcela recorde dos votos.

O atual primeiro-ministro interino, Luís Montenegro, afirmou que o resultado da eleição foi um voto de confiança no partido dele.

Porém, falta ainda a contabilização dos votos estrangeiros, com eles o Chega pode substituir os socialistas de centro-esquerda como principal partido da oposição, encerrando quase 40 anos de domínio das duas principais legendas do país.

A instabilidade política contínua pode atrasar reformas estruturais e grandes projetos em Portugal, incluindo a mineração de lítio no norte, e comprometer potencialmente a aplicação eficiente de fundos da União Europeia e a privatização da companhia aérea TAP, adiada há muito.

Esta eleição, a terceira em dois anos, foi convocada depois que o atual primeiro-ministro Montenegro perdeu o voto de confiança no mês de março, realizado um ano após o início do mandato do governo minoritário da Aliança Democrática.

Na ocasião, a oposição questionou a integridade dele em relação às negociações com a empresa de consultoria de sua família. O premiê negou qualquer irregularidade.

Dados eleitorais mostraram que a AD obteve ganhos, conquistando 89 lugares no parlamento de 230 assentos, nove a mais que na eleição anterior.

Montenegro, que descartou qualquer acordo com o Chega, declarou esperar formar um governo minoritário.

“Os portugueses não querem mais eleições antecipadas, querem uma legislatura de quatro anos”, afirmou ele  enquanto seus apoiadores gritavam “Deixem o Luís trabalhar”, seu slogan de campanha.

O Chega conquistou 8 assentos, totalizando 58, obtendo um recorde de 22,6% dos votos, enquanto os eleitores pareciam punir os socialistas por seu papel na derrubada do governo de Montenegro.

Eles caíram de 78 para 58 assentos, levando o líder socialista Pedro Nuno Santos a anunciar sua renúncia.

O líder do Chega, André Ventura, hospitalizado durante a campanha após desmaiar no palco com um espasmo esofágico, declarou que seu partido “varreu o bloco de esquerda do mapa com estilo”.

“Há momentos na vida em que Deus diz: parem um pouquinho”, disse ele a uma multidão de apoiadores eufóricos. “Desta vez, não vou ouvir. Não vou parar até me tornar primeiro-ministro de Portugal.”



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