segunda-feira , 30 março 2026
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Em último discurso, Francisco pediu fim das guerras em Gaza e na Ucrânia


Quando o papa Francisco olhou para milhares de católicos reunidos na Praça de São Pedro no Domingo de Páscoa, ele havia preparado um discurso que contemplava um mundo repleto de focos de conflito e pedia o fim das guerras em Gaza, Ucrânia e Sudão.

O discurso foi realizado horas antes da morte do pontífice, que foi confirmada pelo Vaticano na manhã desta segunda-feira (21).

Fraco demais para ler em voz alta mais do que algumas frases, Francisco sentou-se enquanto um assessor proferia seu discurso de Páscoa: Uma “celebração da vida” em meio ao “estrondo da morte” que, segundo ele, estava crescendo em todo o mundo.

O papado de Francisco começou em uma época diferente e mais pacífica. Em 2013, a Rússia ainda não havia anexado a Crimeia. A guerra civil na Síria era sangrenta, mas ainda não havia arrastado grandes potências estrangeiras. A migração para a Europa ainda não era considerada uma “crise”.

Em um discurso proferido poucas horas antes de sua morte, Francisco listou 11 países e seis regiões agora assolados por conflitos, analisando um mundo que mergulhava cada vez mais na guerra e na desordem.

“Que grande sede de morte, de matar, testemunhamos a cada dia nos muitos conflitos que assolam diferentes partes do nosso mundo! Quanto desprezo é despertado, às vezes, em relação aos vulneráveis, aos marginalizados e aos migrantes!”, disse Francisco.

Ele rezou pelas comunidades cristãs no Líbano e na Síria, pelo “diálogo construtivo” para ajudar a resolver a fome no Iêmen, pela paz no Sudão e no Sudão do Sul e pelas vítimas da violência na República Democrática do Congo. Ele também mencionou que um cessar-fogo incipiente após anos de guerra civil em Mianmar era um tênue “sinal de esperança”.

O pontífice rezou por uma “paz justa e duradoura” na Ucrânia e lamentou o sofrimento do povo em Gaza, “onde o terrível conflito continua a causar morte e destruição”. Francisco, um crítico fervoroso da guerra de Israel contra o Hamas em Gaza, intensificou suas censuras nos últimos meses, chamando o conflito de “muito grave e vergonhoso” em janeiro.

 



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