terça-feira , 31 março 2026
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Estudo calcula impacto negativo de 1% no PIB de longo prazo dos EUA com tarifaço


Caso sejam efetivamente implantadas, todas as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos até agora, somadas às retaliações definidas – e as congeladas por negociações -, o impacto negativo para PIB de longo prazo americano pode alcançar 1%. A conta foi feita pela Tax Foundation, um think tank de pesquisa sobre políticas fiscais com sede em Washington.

Sem contabilizar qualquer retaliação estrangeira, a queda na atividade econômica é estimada em 0,8%.

Em uma base convencional, antes de incorporar os efeitos negativos das tarifas na economia dos EUA, a estimativa é que todas as tarifas juntas aumentariam a receita tributária federal dos EUA em US$ 2,2 trilhões na próxima década. Já numa base dinâmica, calculando os efeitos negativos das tarifas, a arrecadação cairia para US$ 1,5 trilhão.

Ao incorporar os efeitos negativos das tarifas retaliatórias dos parceiros reduz ainda mais a receita de 10 anos em US$ 132 bilhões.

O Tax Foundation destaca que os economistas geralmente concordam que o livre comércio aumenta o nível de produção e renda econômica. Inversamente, as barreiras comerciais reduzem a produção econômica e a renda. Evidências históricas mostram que as tarifas aumentam os preços e reduzem as quantidades disponíveis de bens e serviços para empresas e consumidores dos EUA, resultando em menor renda, redução de empregos e menor produção econômica.

O estudo destaca como as tarifas podem reduzir a produção dos EUA . Uma possibilidade é que uma tarifa possa ser repassada aos produtores e consumidores na forma de preços mais altos. “As tarifas podem aumentar o custo de peças e materiais, o que aumentaria o preço dos bens que usam esses insumos e reduziria a produção do setor privado. Isso resultaria em rendas mais baixas tanto para os proprietários de capital quanto para os trabalhadores”, diz o texto.

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Da mesma forma, preços ao consumidor mais altos devido às tarifas reduziriam o valor após impostos da renda do trabalho e do capital. Como os preços mais altos reduziriam o retorno ao trabalho e ao capital, eles incentivariam os americanos a trabalhar e investir menos, levando a uma produção menor.

Alternativamente, o dólar americano pode se valorizar em resposta às tarifas, compensando o potencial aumento de preços para os consumidores dos EUA. O dólar mais valioso, no entanto, tornaria mais difícil para os exportadores venderem seus produtos no mercado global, resultando em receitas menores para os exportadores.

“Isso também resultaria em menor produção e renda dos EUA para trabalhadores e proprietários de capital, reduzindo os incentivos ao trabalho e ao investimento e levando a uma economia menor.”



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