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Fazenda eleva projeções de inflação para 2025 e 2026, vê PIB mais forte neste ano


O Ministério da Fazenda revisou para cima suas projeções para a inflação brasileira em 2025 e 2026, elevando ainda a previsão para o crescimento do país neste ano, informou a Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta segunda-feira (16).

Segundo boletim divulgado pela SPE, a Fazenda passou a ver o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechando este ano com alta de 5,0%, ante avanço de 4,9% na projeção de março. Para 2026, o ministério prevê que a inflação será de 3,6%, de 3,5% anteriormente.

Os números estimados para ambos os anos seguem abaixo das projeções de economistas do mercado, que veem IPCA de 5,5% este ano e de 4,5% em 2026, segundo o mais recente boletim Focus do Banco Central.

A Fazenda ainda elevou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2,3% para 2,4% neste ano, mantendo inalterada a previsão de expansão de 2,5% em 2026.

As projeções da pasta apontam para uma atividade mais forte do que a estimativa mais recente do Banco Central, que previu em março que o PIB crescerá 1,9% em 2025 – a autarquia ainda não apresentou dados para 2026. O governo também está mais otimista do que analistas de mercado, que projetam uma alta de 2,02% neste ano e 1,70% no próximo.

O BC tem defendido uma moderação do crescimento econômico para viabilizar uma redução da inflação, enquanto agentes de mercado demonstram preocupação com iniciativas do governo para estimular a atividade, como o novo programa de crédito consignado a trabalhadores privados e a ampliação da isenção do Imposto de Renda prometida para 2026.

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De acordo com a SPE, a revisão da projeção para o PIB em 2025 está relacionada a uma maior expectativa de crescimento no primeiro trimestre e ao aumento esperado para a produção agropecuária no ano.

“Após aceleração da atividade no primeiro trimestre na margem, o PIB tende a desacelerar, ficando próximo da estabilidade no segundo semestre”, disse.

No documento, a SPE ainda mencionou que o quadro de incertezas no cenário externo se manteve, apesar da redução temporária das tarifas de importação pelos Estados Unidos.

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Para a secretaria, dúvidas quanto aos rumos da política comercial dos EUA continuaram pressionando para baixo a cotação do dólar, ao contrário do esperado em contexto de maior aversão ao risco.

“Esse enfraquecimento do dólar, em paralelo à redução no ritmo mundial de crescimento e queda nos preços de commodities, pode reduzir pressões inflacionárias para países latino-americanos no curto prazo”, avaliou.

A SPE ponderou que um acirramento das tensões comerciais e aumento da incerteza global podem impactar o ritmo de crescimento do Brasil.

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Em relação à inflação, a pasta afirmou que a piora nas projeções refletiu “pequenas surpresas” nas variações para o índice de preços em março e alterações marginais nas expectativas para os próximos meses.



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