terça-feira , 31 março 2026
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Fragilidade fiscal do Brasil dificulta manter meta de inflação, diz economista da FGV






O Brasil está preso em um ciclo vicioso de alta carga tributária, baixo investimento em infraestrutura e poupança pública negativa, segundo o economista Aloísio Araújo, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

“Sempre que o governo economiza com uma reforma, logo gasta com outra medida, como o aumento do salário mínimo”, afirmou Araújo. É um problema”, falou Araújo nesta sexta-feira (21), no evento Brazil: Macroeconomic Stability, Climate Change and Social Progress, na Universidade de Miami. O encontro foi patrocinado pela XP.

O economista também comentou a situação do Brasil nos últimos anos, enfatizando a dificuldade de manter uma meta de inflação consistente em um cenário de fragilidade fiscal.

“Chile, Turquia e Brasil têm metas de inflação diferentes, e há algo por trás disso que ainda não entendemos completamente”, afirmou Araújo. Ele ressaltou que, em economias com alta carga tributária e déficit fiscal, como a brasileira, há uma tendência natural de pressionar a inflação para cima, o que exige cautela na definição das metas.

O economista relembrou sua atuação como consultor do Banco Central no início do regime de metas de inflação no Brasil, em 1999. Na época, as metas foram estabelecidas em 8%, 6% e, posteriormente, 4%. Araújo criticou a tentação de reduzir a meta de inflação de forma prematura, especialmente em um ambiente de instabilidade fiscal. “A inflação no Brasil oscilou em torno de 4,5%, e isso foi um indicativo de onde o país estava”, disse.

O economista também falou que a carga tributária enorme no Brasil já pressiona o setor privado e limita as possibilidades de crescimento. O governo, disse, tem uma economia negativa, sem capacidade de investir em infraestrutura, situação que dificulta a implementação de uma política fiscal eficiente que poderia, em um cenário ideal, reduzir a inflação e o endividamento.



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