segunda-feira , 26 janeiro 2026
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Israel aprova acordo de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza


O gabinete do governo de Israel aprovou nesta sexta-feira (17) um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns com o Hamas, de acordo com uma declaração do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O governo aprovou a proposta para o retorno dos reféns. A proposta para a libertação dos reféns entrará em vigor no domingo, 19 de janeiro de 2025. Shabat Shalom.

Declaração do Gabinete do Primeiro-Ministro Israelense

A aprovação foi feita após votação dos 33 integrantes do gabinete geral do país, que decidiu por maioria simples. A reunião durou mais de seis horas e terminou nas primeiras horas deste sábado (18), no horário local.

Mais cedo, os 11 integrantes do gabinete de segurança israelense se reuniram e recomendaram a aprovação completa da resolução.

A Suprema Corte de Israel ainda vai ouvir apelações de quaisquer israelenses que se oponham à liberdade de prisioneiros palestinos programados para serem soltos. Mas não se espera que esse processo impeça o acordo de entrar em vigor.

A resolução prevê um cessar-fogo de seis semanas que deve entrar em vigor no domingo (19). A primeira de uma série de trocas de reféns de Israel por prisioneiros palestinos devem acontecer no mesmo dia e podem abrir caminho para o fim da guerra de 15 meses em Gaza.

Espera-se que três reféns mantidos em Gaza sejam libertados no primeiro dia. O acordo também representará o primeiro alívio da guerra para os palestinos em Gaza em mais de um ano e permitirá a entrada de ajuda humanitária no enclave.

Entenda o conflito na Faixa de Gaza

Israel realiza intensos ataques aéreos na Faixa de Gaza desde o ano passado, após o Hamas ter invadido o país e matado 1.200 pessoas, segundo contagens israelenses. Além disso, o grupo radical mantém dezenas de reféns.

O Hamas não reconhece Israel como um Estado e reivindica o território israelense para a Palestina.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu diversas vezes destruir as capacidades militares do Hamas e recuperar as pessoas detidas em Gaza.

Além da ofensiva aérea, o Exército de Israel faz incursões terrestres no território palestino. Isso fez com que grande parte da população de Gaza fosse deslocada.

A ONU e diversas instituições humanitárias alertaram para uma situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza, com falta de alimentos, medicamentos e disseminação de doenças.

A população israelense faz protestos constantes contra Netanyahu, acusando o premiê de falhar em fazer um acordo de cessar-fogo para os reféns sejam libertados.



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