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Manifestantes ocupam Trump Tower após prisão de estudante palestino


Centenas de pessoas invadiram o saguão da Trump Tower em Nova York na quinta-feira (13) para protestar contra a prisão e detenção do estudante da Universidade  Columbia, Mahmoud Khalil, que a administração Trump pretende deportar por seu ativismo pró-palestino.

A prisão de Khalil, que está sob custódia imigratória na Louisiana após sua prisão em Nova York no sábado (8), gerou uma reação indignada de legisladores democratas, do Relator Especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinos Ocupados e defensores das liberdades civis, entre outros.

O Jewish Voice for Peace, que se descreve como uma organização judaica progressista antissionista, organizou a manifestação de quinta-feira. O grupo afirmou que estava “tomando a Trump Tower para registrar nossa rejeição em massa”.

“Não vamos ficar de braços cruzados enquanto este governo tenta criminalizar os palestinos e todos aqueles que pedem o fim do genocídio financiado pelos EUA contra o povo palestino perpetrado pelo governo israelense”, disse o grupo em uma postagem no X.

Pelo menos 150 manifestantes se reuniram na Trump Tower, estimou o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Imagens nas redes sociais mostraram os manifestantes segurando cartazes pedindo a libertação de Mahmoud Khalil e a libertação da Palestina.

Vídeos mostraram a polícia prendendo alguns dos manifestantes. A polícia de Nova York não conseguiu confirmar quantas prisões foram feitas.

Kaz Daughtry, vice-prefeito para segurança pública, disse à Fox News que não houve feridos e que todos os manifestantes haviam sido retirados do prédio.

A Trump Organization, cuja sede está no arranha-céu dourado na Quinta Avenida de Manhattan, não forneceu um comentário imediato.

“Primeira prisão de muitas que virão”

Ao prender Khalil no sábado, a administração Trump começou a cumprir sua promessa de campanha de deportar ativistas estrangeiros que participaram da onda de protestos nos campus universitários dos EUA no ano passado. Os protestos seguiram o ataque militar de Israel à Gaza após o ataque de outubro de 2023 pelo grupo militante Hamas, que controla o território palestino.

Khalil, residente legal permanente nos Estados Unidos, tem sido uma figura proeminente no movimento estudantil pró-palestino de Columbia, talvez o mais destacado entre as dezenas de universidades dos EUA onde ocorreram manifestações no ano passado.

Trump rotulou Khalil de “estudante radical estrangeiro pró-Hamas” nas redes sociais e disse que sua prisão foi a primeira “de muitas que virão”.



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