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Milei diz que Argentina suspenderá controle cambial em 2026


O presidente argentino, Javier Milei, anunciou na segunda-feira (3), em uma entrevista ao canal local La Nación +, que pretende eliminar em 2026 o controle cambial vigente, que restringe o acesso a dólares no país desde 2019.

Ele mencionou que, caso consiga um novo acordo com o FMI, essa mudança poderia ocorrer antes.

O controle cambial, conhecido na Argentina como “cepo cambiario”, limita a disponibilidade de dólares, que são vistos como um valor seguro em uma economia onde a moeda local tem enfrentado uma significativa perda de poder de compra devido a uma das inflações mais elevadas do mundo.

Leia também: Argentina pode ter ótima notícia para mercados com MSCI – mas mudança levará tempo

O presidente está em negociações para firmar um novo acordo com o FMI, referente a um empréstimo de US$ 44 bilhões tomado em 2018. Além disso, o governo reduziu o “crawling peg”, que consiste em pequenas desvalorizações diárias, de 2% para 1%. Milei afirmou em novembro que essa medida seria um passo inicial para a eliminação do controle cambial.

Para o Bradesco BBI, essa medida continuaria a apoiar o ciclo virtuoso que o mercado tem mostrado até agora com a desaceleração contínua da inflação, aceleração da atividade e do crédito, negociações com o FMI, entre outros.

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“Embora a data esteja mais distante do que o mercado esperava e, embora pudesse ser anterior, a declaração põe fim à discussão sobre quando e se esse controle seria eliminado”, avalia o banco.

O alto nível de crescimento da economia argentina seria o próximo ponto-chave da discussão devido às distorções entre os setores de atividade econômica.

O BBI também ressalta, em outro relatório que, ebora a data esteja mais distante do que o mercado esperava, ela pode ser antecipada dependendo da inflação e dos níveis de câmbio.

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“Para nosso universo de cobertura de empresas de petróleo e gás da América Latina, esta notícia deve ser benéfica para as petrolíferas YPF e Vista, pois fornece uma maior estabilidade para pagamentos de dividendos e provavelmente impulsionará uma maior oferta de sondas na Argentina, o que deve ajudar a reduzir os custos de perfuração”, avalia.

Para a Raízen (RAIZ4), a mudança também pode fornecer as condições necessárias para a venda de sua operação de combustíveis na Argentina, o que claramente ajudaria os esforços de desalavancagem da empresa, aponta o banco.

(com agências de notícias internacionais)



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