terça-feira , 27 janeiro 2026
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Moody’s rebaixa nota da Colômbia citando suspensão da regra fiscal


A agência de classificação Moody’s rebaixou a nota de crédito da Colômbia para Baa3, citando o aumento da dívida e a decisão de suspender a regra fiscal que limitava o endividamento do governo.

A Moody’s reduziu a classificação do país em um grau, de Baa2 para o menor nível de grau de investimento, pois o governo não conseguiu conter os gastos após as receitas ficarem abaixo das previsões.

“O governo atual optou por suspender a regra fiscal apesar da ausência de um choque, o que reflete negativamente na eficácia do arcabouço da política fiscal”, escreveu a Moody’s em comunicado.

A perspectiva foi alterada de negativa para estável, já que a Moody’s espera que as instituições continuem a desempenhar um papel estabilizador e que a economia cresça, apesar dos desafios fiscais.

“O rebaixamento da nota era amplamente esperado, talvez a surpresa seja a mudança da perspectiva para estável, o que permite manter a classificação de grau de investimento”, disse Alejandro Arreaza, economista do Barclays.

O prêmio de risco da Colômbia é semelhante ao de países com classificação single-B, portanto o mercado já precificou uma deterioração muito significativa, acrescentou Arreaza. A situação orçamentária do país tem piorado gradualmente, com o Ministério da Fazenda elevando recentemente a previsão do déficit para 2025 de 5,1% para 7,1%, além de aumentar os planos de endividamento.

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À medida que se aproxima a eleição presidencial do próximo ano, os investidores estão cada vez mais céticos de que o presidente Gustavo Petro tomará medidas para conter os gastos. Embora não seja elegível para reeleição, espera-se que Petro pressione para que seu partido de esquerda permaneça no poder.

O país perdeu sua classificação de grau de investimento em 2021, quando foi rebaixado pelas agências S&P Global Ratings e Fitch Ratings.

“A decisão da Moody’s não deve ser uma surpresa para os mercados”, disse Munir Jalil, economista-chefe para os Andes do BTG Pactual. “Se há algo positivo, é que a mudança da perspectiva para estável significa que novos rebaixamentos só poderiam ocorrer após as eleições.”

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© 2025 Bloomberg L.P.



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