O núcleo do índice PCE de inflação dos Estados Unidos subiu 0,3% em julho, após um aumento de 0,3% em junho, informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira (29). Na base anual, o avanço foi de 2,9%.
O número foi em linha com o esperado. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,3% do índice ante junho e avanço de 2,9% na comparação anual.
O núcleo do PCE desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio.
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O PCE “cheio”, por sua vez, avançou também em linha com o esperado, com avanço mensal de 0,2% e anual de 2,6%; a expectativa era de alta mensal de 0,2% e anual de 2,6%.
O índice PCE é o preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) para municiar as decisões de política monetária.
Gastos de consumidores
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Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram de forma sólida em julho enquanto a inflação subjacente acelerou uma vez que as tarifas sobre as importações aumentaram os preços de alguns produtos, mas esses dados provavelmente não impedirão que o Federal Reserve corte a taxa de juros no próximo mês, tendo como pano de fundo o abrandamento das condições do mercado de trabalho.
Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica, aumentaram 0,5% no mês passado, após um ganho revisado para cima de 0,4% em junho, informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,5%, depois de um avanço de 0,3% relatado anteriormente em junho.
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O consumo está sendo sustentados por um número baixo de demissões, o que favorece um crescimento salarial sólido. Porém, as tarifas do presidente Donald Trump sobre as importações estão aumentando os custos para as empresas, acrescentando outra camada de cautela que resultou na relutância dos empregadores em aumentar o número de funcionários.
Os ganhos de emprego foram em média de 35.000 por mês nos últimos três meses até julho, em comparação com 123.000 durante o mesmo período em 2024, informou o governo este mês.
Na semana passada, o chair do Fed, Jerome Powell, sinalizou um possível corte na taxa de juros na reunião do banco central dos EUA de 16 e 17 de setembro, em um aceno para o aumento dos riscos no mercado de trabalho, mas também acrescentou que a inflação continua sendo uma ameaça.
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O Fed tem mantido sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% desde dezembro. O repasse do impacto das tarifas de importação para a inflação tem sido lento, uma vez que as empresas ainda estão vendendo estoques acumulados antes da entrada em vigor das taxas. As empresas também estão absorvendo parte dos custos.
(com Reuters)

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