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ONU pede investimento para ajudar a conter surto de ebola em Uganda


A ONU lançou um apelo de emergência para arrecadar US$ 11,2 milhões para ajudar a financiar combate a um surto de ebola que matou duas pessoas em Uganda, depois que o orçamento de saúde do país foi sobrecarregado pelos cortes dos Estados Unidos na ajuda externa.

Uganda declarou o surto da doença altamente infecciosa em janeiro na capital Kampala, após a morte de um enfermeiro no único hospital de referência nacional do país da África Oriental.

Um segundo paciente com ebola, uma criança de quatro anos, morreu na semana passada, disse a Organização Mundial da Saúde, citando o Ministério da Saúde do país.

Os 10 casos confirmados em Uganda foram associados à cepa Sudan do ebola, que não tem uma vacina aprovada.

Em uma declaração nesta terça, a ONU afirmou que os fundos solicitados cobririam o combate ao ebola de março a maio em sete distritos de alto risco.

“O objetivo é conter rapidamente o surto e abordar seu impacto na saúde pública, bem como na vida socioeconômica associada das pessoas afetadas”, explicou Kasonde Mwinga, representante de Uganda na Organização Mundial da Saúde (OMS), uma agência da ONU.

Dependência da ajuda dos EUA

Uganda tradicionalmente depende muito dos EUA para o financiamento do setor de saúde.

Durante o último surto de ebola, em 2022 e 2023, os Estados Unidos forneceram US$ 34 milhões para financiar o gerenciamento de casos, vigilância, diagnósticos, laboratórios, prevenção e controle de infecções, entre outras atividades, de acordo com um relatório da Embaixada americana.

Mas o governo do presidente Donald Trump impôs um congelamento de ajuda, e o financiamento dos EUA para o setor de saúde de Uganda foi cortado, atingindo o orçamento de saúde pública do país, de acordo com autoridades do governo.

O porta-voz do Ministério da Saúde de Uganda, Emmanuel Ainebyoona, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A doutora Janet Diaz, do programa Emergências de Saúde Mundial, disse em uma coletiva de imprensa em Genebra após uma viagem a Uganda que a agência já estava tendo que assumir temporariamente aspectos do combate ao Ebola anteriormente feitos por outros grupos devido aos cortes dos Estados Unidos.

Isso inclui a implantação de equipes de vigilância em pontos de fronteira e o manuseio de amostras biológicas.

Os sintomas do Ebola incluem febre, dor de cabeça e dores musculares. O vírus é transmitido por meio do contato com fluidos e tecidos corporais infectados.



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