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Panamá anuncia saída de plano de investimento chinês após pressão de Trump


O governo do Panamá anunciou o cancelamento do acordo econômico da Nova Rota da Seda com a China, após forte pressão dos Estados Unidos para reduzir a influência chinesa no Canal do Panamá.

O anúncio ocorre quatro dias depois da visita do secretário de Estado americano, Marco Rubio. A Rota da Seda tem um orçamento trilionário para a construção de obras de infraestrutura e é vista como estratégia chinesa de aproximação com a América Latina.

O presidente panamenho, José Raúl Mulino, negou a existência de qualquer influência dos Estados Unidos na saída do país do acordo.

“Essa decisão foi tomada por mim. E eu conversei bastante antes da reunião com Rúbio, considerando todos os antecedentes. E me permiti avaliar a relação bilateral com a China.”, afirmou o líder do país em entrevista coletiva.

Mulino garantiu que a embaixada do Panamá em Pequim apresentou documento correspondente para anunciar o cancelamento com 90 dias de antecedência, como prevê o acordo.

Pouco depois do anúncio, o panamenho confirmou – em suas redes sociais – que irá conversar com Trump nesta sexta-feira (7) por telefone.

Os Estados Unidos consideram que a iniciativa de investimentos busca ampliar a influência de Pequim no mundo e é um perigo para a segurança nacional.

Essa foi a mais recente de uma série de intimidações por parte dos Estados Unidos sobre o governo panamenho desde a eleição de Donald Trump, que afirma repetidamente que pretende tomar o controle do Canal do Panamá. Trump não descartou o uso da força militar para conquistar a região.

“Queremos isso de volta, ou vamos conseguir algo muito forte, ou vamos retomar. E a China será enfrentada.”, disse Trump nesta segunda (3).

A China vinha pedindo para o Panamá resistir à interferência externa em decisões políticas e territoriais do país e acusou os americanos de deturpar a cooperação comercial com a Rota da Seda.

Nesta quinta-feira, os chineses aceleraram a escalada retórica sobre as novas tarifas sobre exportações chinesas anunciadas por Donald Trump.

A representante do ministro do Comércio, He Yongqian, chamou a taxação de perversa e disse que, diante de atos unilaterais de bullying por parte dos Estados Unidos, “vai tomar as medidas necessárias”.





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