segunda-feira , 30 março 2026
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Protecionismo de Trump aumenta aproximação entre países do Sul Global


Na quarta-feira (30), o governo brasileiro concluiu a segunda viagem oficial à China em poucos dias. No último dia, a comitiva liderada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, cumpriu uma série de compromissos em Xangai. Entre eles, uma reunião com a presidente do Banco de Desenvolvimento dos Brics, Dilma Roussef.

Rui Costa também se encontrou com executivos da Spacesail, empresa chinesa de internet via satélite. Na pauta, investimentos em energia renovável e o desenvolvimento de tecnologia aeroespacial no Brasil.

“Teremos anúncios novos de investimentos, de parcerias entre empresas brasileiras e empresas chinesas para produzir no Brasil e desenvolver tecnologia”, disse o ministro nas redes sociais.

Na semana passada, o titular da pasta de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também esteve no gigante asiático. Entre os compromissos, uma visita à montadora BYD em Shenzen. Foram discutidos mais investimentos em carros elétricos e em baterias de estabilização do sistema interligado nacional, que conecta grande parte da rede elétrica brasileira.

A aproximação entre os dois países é reflexo da guerra tarifária de Donald Trump, que também impulsionou a busca pela expansão dos Brics. O grupo tem hoje dez países como membros plenos além de outros oito, com status menor, na qualidade de parceiros.

“Entendemos que os países parceiros serão candidatos prioritários à adesão plena. Não tenho dúvidas de que o processo de expansão será retomado muito em breve”, disse o chanceler russo, Sergei Lavrov nesta terça-feira (29) durante encontro dos ministros das Relações Exteriores do Brics, realizado no Rio de Janeiro.

Durante o evento, Lavrov ressaltou que os Bancos Centrais seguem com a tarefa de buscar meios independentes de pagamentos e que 65% das negociações dentro do Brics já acontecem em moedas locais.

A aliança de nações emergentes busca a independência do dólar, tentando se impor como uma força do multilateralismo frente ao protecionismo de Donald Trump, sob a bandeira de uma nova governança mundial.

“Não como um bloco de confronto, mas como uma coalizão de cooperação. devemos liderar pelo exemplo, reafirmando nossa crença em um mundo multipolar, onde a segurança é privilégio de poucos, mas um direito de todos”, disse o chanceler brasileiro Mauro Vieira.

 

 

 



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