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Quem é a freira amiga do papa Francisco que quebrou protocolo no velório


A freira franco-argentina, Genevieve Jeanningros, 81, chamou a atenção ao parar ao lado do caixão do papa Francisco, no início do velório na Basílica de São Pedro, na quarta-feira (23).

Durante a cerimônia de início do funeral, presidida pelo camerlengo Kevin Farrell, os cardeais e demais clérigos se organizaram em fila para reverenciar o caixão. Foi quando um segurança auxiliou a freira a se aproximar do corpo, passando ao lado da fila e ficando alguns minutos observando o corpo de Francisco, enquanto chorava.

O ato foi considerado uma quebra de protocolo, pois, teoricamente, seria um momento anteriormente reservado para cardeais, bispos e padres.

Jeanningros é conhecida por seu trabalho com a comunidade LGBTQIA+ e promoveu encontros entre o pontífice e grupos marginalizados.

Segundo o Vaticano, a freira faz parte da Fraternidade das Irmãzinhas de Jesus e vive há 56 anos em meio a comunidades LGBTQIA+.

A amizade entre os dois começou logo após a eleição de Francisco, quando a freira escreveu para ele contando a história de sua tia missionária, Léonie Duquet, que desapareceu na Argentina durante o regime militar. Desde então, não pararam de se corresponder.

Religiosa na audiência em 2018 com o papa Francisco • Vatican Media

Visitas semanais

Além da troca de cartas, a freira costumava também levar empanadas preparadas pelas argentinas para Francisco.

A Santa Sé relatou que a religiosa ia à Praça São Pedro todas as quartas-feiras para cumprimentar o pontífice e fazê-lo encontrar alguns grupos de pessoas.

São muitos os que passaram por lá para receber a benção do líder da Igreja Católica, graças a ela, nos últimos anos: nômades, ciganos, circenses, transgêneros, homossexuais, casais de vários tipos.

Em uma dessas visitas, Jeanningros conseguiu promover o encontro entre a família de um médico americano homossexual que morreu de Covid enquanto trabalhava na pandemia, mas cujo funeral na igreja foi recusado por sua orientação sexual.

“O pai dele disse: ‘Não acredito mais nesta Igreja’. Por meio de uma irmã dos EUA, os fizemos vir a Roma e saudaram o Papa que os abençoou… E eles recomeçaram, em todos os sentidos”, expressou ela.

A irmã recebeu Francisco em algumas ocasiões na cidade de Óstia, onde trabalha e mora dividindo um trailer com a irmã Anna Amelia.

Em um dos encontros do ano passado, Jeanningros cumprimentou o pontífice durante uma audiência geral no Vaticano.



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