segunda-feira , 26 janeiro 2026
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Selic está entrando em patamar condizente até com juro neutro mais alto


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira (27) que a política monetária está ingressando em um patamar contracionista com alguma segurança mesmo para quem tem estimativas mais elevadas de juros neutros – ou juros de equilíbrio, aqueles que não interferem no comportamento da inflação.

Falando em coletiva de imprensa após a divulgação do Relatório de Política Monetária, em Brasília, Galípolo afirmou que a autarquia está “tateando” para ver se nível de juros é suficientemente contracionista para fazer a convergência da inflação.

“O que a gente está explicando com as defasagens são os mecanismos tradicionais de transmissão da política monetária”, afirmou o presidente do BC. “A gente está ingressando num ambiente e patamar de taxa de juros que é contracionista com alguma segurança, mesmo para quem tem taxa de juros neutra mais elevada no mercado”, seguiu. “A gente está falando em defasagem muito mais para explicar o que é um mecanismo transmissão depois de a gente ter acabado de entregar 300 bps de elevação”, disse.

Galípolo afirmou que o BC observa dados como atividade, expectativas e o cenário inflacionário como um todo “para ver se é suficiente para fazer a convergência da inflação”.

“A gente entende que, por todas as razões, o ciclo precisa se estender. Mas, devido as incertezas, se estender em menor magnitude”, falou.

Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou o comunicado da diretoria do BC no sentido de elevar a taxa Selic mais uma vez na próxima reunião, porém em menor grau. “A gente consegue informar apenas até a próxima reunião”, disse o presidente do BC.

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Liberdade

Galípolo afirmou que o Copom quer “preservar os graus de liberdade” para poder tomar a decisão sobre o ajuste na Selic. “O Banco Central sabe que no curto prazo a gente vai conviver com inflação acima da meta e os mecanismos de transmissão vão se dar nesta ordem que a gente tem comunicado”, falou.

Segundo ele, o ciclo de alta na taxa de juros não foi encerrado na última reunião devido à desancoragem das expectativas de inflação e à trajetória de preços acima da meta o não encerramento do ciclo de altas da Selic.

(com Reuters)



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