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Sem cessar-fogo, rebeldes do M23 entram em nova cidade do leste do Congo


Rebeldes do M23 continuam a avançar sobre o território da República Democrática do Congo. Nesta quarta-feira (19), o grupo – apoiado por Ruanda – entrou nos arredores da cidade de Walikale, um dia depois de os presidentes congolês e ruandês pedirem um cessar-fogo imediato.

As informações foram fornecidas à Reuters por moradores da região.

Tiros foram ouvidos perto do bairro de Nyabangi, disse o morador Janvier Kabutwa. Uma fonte do Exército, que pediu para não ser identificada, disse que os rebeldes estavam lutando contra soldados e milícias pró-governo após invadirem um posto do Exército fora da cidade em um ataque surpresa.

Walikale, que fica em uma área rica em minerais, incluindo estanho, é o ponto mais a oeste que o M23 chegou durante seu avanço sem precedentes neste ano.

A cidade de aproximadamente 15 mil habitantes fica a cerca de 125 km a noroeste da maior cidade do leste da República Democrática do Congo, Goma, que os rebeldes tomaram em janeiro, e os coloca a 400 km de Kisangani, a quarta maior cidade do país.

O avanço para o oeste forçou a Alphamin Resources AFM.V na semana passada a suspender as operações em sua mina de estanho Bisie, cerca de 60 km a noroeste da cidade de Walikale.

Países vizinhos e potências estrangeiras têm intensificado os esforços diplomáticos para deter o que rapidamente se tornou o pior conflito do leste da RD Congo desde uma guerra de 1998-2003 que envolveu vários países vizinhos.

Na terça-feira, o presidente da RD Congo, Felix Tshisekedi, e seu colega de Ruanda, Paul Kagame, se encontraram no Catar para suas primeiras conversas diretas desde que o M23 intensificou sua ofensiva em janeiro.

Eles emitiram uma declaração conjunta junto com o Catar que pedia um cessar-fogo “imediato e incondicional”.

As Nações Unidas dizem que Ruanda apoiou os rebeldes étnicos liderados por tutsis fornecendo armas e enviando tropas.

Ruanda negou apoiar o M23, dizendo que seus militares têm agido em legítima defesa contra o Exército da RD Congo e uma milícia fundada por alguns dos perpetradores do genocídio de Ruanda em 1994.

Esperava-se que a RD Congo e o M23 tivessem suas primeiras conversas diretas na terça-feira (18) em Angola, depois que o governo de Tshisekedi voltou atrás em sua recusa de longa data em falar com os rebeldes.

O M23, no entanto, desistiu das negociações na segunda-feira (17), culpando as sanções da União Europeia contra alguns de seus líderes e autoridades ruandesas.



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