sexta-feira , 27 março 2026
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‘Vamos vender até o último dólar no teto’, diz ministro da Economia


O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, voltou a defender o programa econômico do governo na noite desta quinta-feira e garantiu que não haverá mudanças de rumo, mesmo após o Banco Central (BC) realizar duas rodadas consecutivas de venda de dólares para conter a cotação da moeda.

— Vamos vender até o último dólar no teto da banda — afirmou Caputo em entrevista ao programa Las Tres Anclas, transmitido pelo canal de streaming governista Carajo.

Na quinta-feira, o BC da Argentina fez nova intervenção no mercado de câmbio após o dólar superar o teto da banda cambial do país. Em dois dias, foram despejados US$ 432 milhões no mercado, gerando preocupação entre investidores sobre a capacidade de pagamento do país. O risco-país já é o maior em um ano.

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As intervenções do BC argentino foram as primeiras após o país ter adotado um regime de banda cambial numa tentativa de liberalizar seu confuso mercado de câmbio, que há décadas funcionava com taxas controladas pelo governo.

Essa mudança fez parte de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que liberou US$ 20 bilhões para socorrer o país.

Segundo o ministro, o programa do governo Milei foi desenhado para que os dólares em poder do Banco Central, assim como os recentemente adquiridos, sejam usados exclusivamente para defender o limite superior da banda cambial. Analistas estimam que as reservas líquidas da autoridade monetária argentina estejam atualmente em US$ 6 bilhões.

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— Não vamos nos desviar do programa — reforçou Caputo.

Apesar do cenário político turbulento, Caputo destacou que o país mantém superávit fiscal e comercial, um Banco Central capitalizado, ausência de emissão monetária e inflação controlada. Ele ainda ressaltou que, sem emissão adicional de pesos, o Banco Central está “bem capitalizado” e há dólares suficientes para atender às necessidades do mercado:

— Há dólares suficientes para todos.

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Caputo ressaltou que defender as faixas cambiais “não é um capricho, mas proteger um programa bem estruturado e no qual todos têm plena confiança”.



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