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Confiança do comércio tem sinal favorável sobre demanda atual, mas juro gera cautela


O avanço de 1,2 ponto no Índice de Confiança do Comércio (Icom) na passagem de abril para maio foi a segunda alta consecutiva, levando o indicador ao nível de 88,7 pontos, movimento que ainda não recupera todas as perdas dos quatro meses anteriores de recuos. A melhora recente carrega “um sinal favorável” sobre a demanda atual, enquanto a política monetária restritiva contribui para uma cautela nas expectativas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em médias móveis trimestrais, o Icom avançou 1,0 ponto em maio.

“A confiança do comércio volta a subir em maio, com a novidade da melhora nos indicadores sobre presente. Ainda não recupera todas as perdas dos meses anteriores, mas já é um sinal favorável sobre a demanda corrente. As expectativas voltaram a oscilar e indicam que a trajetória da confiança não deve ser linear nos próximos meses”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em maio, houve melhora da confiança em três dos seis principais segmentos do setor, puxada pelas avaliações sobre o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 5,2 pontos em maio, para 93,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 3,0 pontos, para 84,5 pontos.

“O mercado de trabalho aquecido, e a consequente evolução da renda, justificam parte da melhora observada no mês. Por outro lado, o ambiente macroeconômico ainda muito restritivo, com juros em alta e inflação acima da meta, pesa negativamente, mantendo os empresários do setor com cautela sobre o ritmo dos próximos meses”, completou Tobler.

Entre os quesitos que compõem o IE-COM, o item que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses caiu 3,6 pontos, para 82,8 pontos, enquanto as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses encolheram 2,3 pontos, para 86,7 pontos.

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No ISA-COM, o item que avalia o volume de demanda atual teve elevação de 3,0 pontos, para 91,6 pontos. As avaliações sobre a situação atual dos negócios avançaram 7,5 pontos, para 95,4 pontos.

A FGV ressaltou que o Indicador de Desconforto do Comércio mostrou piora em maio, alcançando o maior nível desde maio de 2022.

“A diferença é que agora, o custo financeiro e o acesso ao crédito são os principais fatores de desconforto para o setor, enquanto a demanda insuficiente e outros fatores tinham maior influência em outros anos”, justificou Tobler.

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A Sondagem do Comércio de maio coletou informações entre os dias 5 e 27 do mês.



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