terça-feira , 26 maio 2026
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A menos de 6 meses da COP 30, Belém vive alta na construção civil




Cidade tem aquecimento de setores ligados às construções e reformas em imóveis, além de alta em preços e escassez de mão-de-obra. Setor de construção civil registra alta com a aproximação da COP30 em Belém
A 30ª Conferência Mundial das Mudanças Climáticas (COP 30), marcada para novembro em Belém, está movimentando o setor de construção civil no Pará.
Francisco Caxias é mestre de obras e conta que anda cheio de serviço. Ele tem oito quitinetes para entregar e a fila só cresce. “Eu não estou dando conta de todos. Um chama pra cá, outro para lá”.
Ele foi contratado pelo arquiteto Ricardo Garcia, que afirma escassez de profissionais. “A mão de obra está escassa, cada vez mais difícil a contratação e o elevado preço da mão de obra também, e com isso aumenta o preço, então quem paga mais leva o pedreiro, leva o eletricista, leva o pintor e aí vai”.
O objetivo de tantas reformas, construções e até troca de móveis é alugar para visitantes durante a conferência do clima, deixando setores da economia em alta. Em uma loja de móveis, pisos e revestimentos, a procura cresceu 25% este ano.
Belém tem, neste ano, o desafio de abrigar 50 mil visitantes durante a COP 30, número que pode crescer e encostar em 60 mil. Mas, atualmente, toda a região metropolitana da cidade tem 24 mil leitos, o que pressiona setores a buscarem alternativas.
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O empresário Izan Anijar conta que a empresa dele está realizando seis projetos em hotéis. São novos armários, reformas. “Se não fosse a COP a gente, com certeza, não teria esse boom que a gente está vivendo e que ainda vai aumentar mais ainda”, afirma.
Mas com o mercado aquecido, o preço de alguns materiais também disparou. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o tijolo ficou 12% mais caro no Pará em doze meses – é mais que o dobro da média nacional. Os preços de revestimentos de piso e parede também subiram.
Luiz Cláudio Martins, do IBGE, afirma que a COP 30 elevou a pressão dos preços de itens da construção. Entre os itens mais caros em Belém estão:
Tijolo:
Inflação acumulada em 12 meses no Brasil: 5,45%
Inflação acumulada em 12 meses em Belém: 12,6%
Revestimento de piso e parede:
Inflação acumulada em 12 meses no Brasil: 0,69%
Inflação acumulada em 12 meses em Belém: 2,73%
Já outros itens estão mais baratos, como:
Telha:
Inflação acumulada em 12 meses no Brasil: 3,4%
Inflação acumulada em 12 meses em Belém: 0,74%
Cimento:
Inflação acumulada em 12 meses no Brasil: 0,34%
Inflação acumulada em 12 meses em Belém: -0,06%
Ferragens:
Inflação acumulada em 12 meses no Brasil: -1,3%
Inflação acumulada em 12 meses em Belém: -2,46%
Belém vai receber a COP 30 em novembro de 2025
Fernando Sette
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