segunda-feira , 15 junho 2026
Lar Pará ‘A vida da minha família mudou’, diz agroextrativista que trabalha com coleta de frutos e sementes oleaginosas na Amazônia
ParáÚltimas notícias

‘A vida da minha família mudou’, diz agroextrativista que trabalha com coleta de frutos e sementes oleaginosas na Amazônia




Mais de 400 famílias são beneficiadas pelo trabalho da associação dos trabalhadores agroextrativistas da Ilha das Cinzas, no Pará. Projeto promove o desenvolvimento sustentável a partir do agroextrativismo
Uma nova forma de movimentar a economia foi adotada pela população da Ilha das Cinzas, em Gurupá (PA), a partir de sementes e frutas oleaginosas. Com os recursos únicos e naturais da região, foi aprimorado o agroextrativismo pela população. A essência única desses produtos é vendida para grandes empresas de produção de cosméticos.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp
A realidade dos agroextrativistas do Arquipélago do Marajó mudou por conta das sementes e castanhas oleaginosas da Amazônia como patauá, andiroba, muru-muru e ucuúba. A essência do produto é de alta demanda no meio estético, com componentes que enriquecem a pele e o cabelo.
Produto é rico na biodiversidade do local
Divulgação/Ataic
Nete Cardoso descobriu essa nova forma de sustento no pequeno pedaço da imensidão de riquezas naturais. Em 2015, ela passou a trabalhar com agroextrativismo.
“A vida da minha família mudou. Consegui comprar placa solar pra minha casa. Agora também tenho máquina de lavar e não preciso mais lavar a roupa nas mãos”, disse a agroextrativista.
Nete cardoso trabalha como agroextrativista há pelo menos 10 anos
Divulgação/Ataic
A Amazônia é o bioma mais rico em biodiversidade do planeta e compreende o conjunto de ecossistemas que correspondem à Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do planeta, e também a Bacia Amazônica, considerada a maior bacia hidrográfica do mundo.
Comunidade do Arquipélago do Marajó transforma a economia com agroextra
Divulgação/Ataic
Associação dos trabalhadores agroextrativistas
A Nete faz parte da associação dos trabalhadores agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Ataic), que atende mais de 400 famílias no Arquipélago do Marajó e atua há mais de 25 anos gerando oportunidades de renda para as famílias locais.
Nete ao lado das mulheres agroextrativistas da Ilha das Cinzas Foto
Divulgação/Ataic
Na última sexta-feira (23), a Ataic inaugurou a primeira agroindústria em área de várzea do país. O objetivo, agora, é triplicar o número de famílias atendidas pela iniciativa.
Hoje, a empresa conta com uma estrutura totalmente nova, com máquinas que fazem a extração de óleo das castanhas e sementes.
Empresa aprimorou recursos para a extração
Divulgação/Ataic
Com o novo espaço, os agroextrativistas podem vender o produto final, o óleo extraído das sementes. Antes a associação encaminhava as sementes para outra empresa, que fazia a extração do produto.
A nova agroindústria também conta com energia renovável, placas solares foram doadas por uma fabricante de equipamentos elétricos.
Sede da Ataic, na Ilha das Cinzas
Divulgação/Ataic
“Hoje a gente consegue fazer a entrega da manteiga ou do óleo e ter um resíduo que gera outros produtos. Isso agrega mais valor, gera mais renda e atende mais pessoas no território”, disse Francisco Malheiros, presidente da Ataic.
Francisco Malheiros, presidente da ATAIC
Ataic/Divulgação
A dona Nete, que já viu sua vida ser transformada pelas sementes e castanhas oleaginosas da Amazônia, acredita que, a partir de agora, o trabalho desenvolvido pela associação vai avançar ainda mais.
“Receber isso aqui foi uma felicidade imensa pra nós que somos mulheres ribeirinhas e empoderadas. Me sinto muito feliz trabalhando nessa atividade”, completou.
A nova agroindústria foi construída em parceria com a empresa ‘natura’ e custou em torno de R$ 2 milhões. O óleo extraído pela Ataic é comprado pela empresa, que trabalha com agroextrativismo na Amazônia desde os anos 2000.
Produto extraído é comercializado pela empresa natura
Divulgação/Ataic
Segundo a Angela Pinhati, diretora de sustentabilidade da indústria de cosméticos ‘natura’, a parceria da companhia com a associação de agroextrativistas da Ilha das Cinzas iniciou em 2015 e segue movimentando a cadeia produtiva do local.
“A gente procurou essas sementes pelos ativos presentes nelas. A nossa ideia é transformar desafio socioambiental em oportunidade de negócio, desenvolvendo as comunidades e preservando a floresta em pé”, afirmou a diretora.
Angela Pinhati, diretora de sustentabilidade de indústria de cosméticos
Divulgação/Ataic
🔔 Tem uma sugestão de pauta? Fale com o g1 Amapá no WhatsApp
📲Siga as redes sociais do g1 Amapá e Rede Amazônica: Instagram, X (Twitter) e Facebook
📲 Receba no WhatsApp as notícias do g1 Amapá
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
VÍDEOS com as notícias do Amapá:



Fonte

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

SantarémÚltimas notícias

Homem recém-saído da prisão por violência doméstica é preso novamente pelo mesmo crime em Santarém

Um homem foi preso após ir a casa da ex-companheira para ameaça-la....

SantarémÚltimas notícias

Morre idoso que foi encontrado amarrado em cerca após assalto em Óbidos

O idoso que havia sido encontrado amarrado a uma cerca após ser...

SantarémÚltimas notícias

Polícia Civil investiga morte de adolescente de 14 anos após suposta perda de aposta em Oriximiná

A Polícia Civil (PC) de Oriximiná, no oeste do Pará, investiga se...

SantarémÚltimas notícias

Menino de 11 anos tem perna amputada após moto pilotada por pai bater em meio fio na Fernando Guilhon, em Santarém

Acidente aconteceu na manhã deste domingo (14) na rodovia Fernando Guilhon Redes...

Portal Encontro das Aguas