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Amcham vai ter presença em Washington, mas também buscar novos mercados


“Estamos numa luta setor por setor, para tentar retirar mais alguns itens da tarifa de 50%”, afirmou o presidente da Amcham Brasil, Jorge Viana, no dia em que o tarifaço de Donald Trump entra em vigor. Ele acrescentou que a agência americana de comércio terá uma presença em Washington para contribuir com as negociações.

O Brasil tem em torno de 9 mil empresas que exportam para os Estados Unidos, de acordo com dados da própria Amcham. “Estamos fazendo um trabalho, promovendo missões para negociar a exportação do que não for absorvido para os Estados Unidos. E tentando direcionar para novos mercados”, afirma.

Viana lembra que o Brasil não agiu com retaliações. “Desde o anúncio do tarifaço, o Brasil não retaliou, o governo está muito tranquilo na negociação. A única coisa que o Brasil fez foi acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC)”, acrescentou.  

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Leia também: Governo Lula aciona Estados Unidos na OMC por tarifas

O café Brasileiro, por exemplo, representa o maior volume das importações americanas e ficou na tarifa mais alta. Um terço do café consumido nos Estados Unidos sai do Brasil, responsável por uma cadeia produtiva que chega a 1,2% do PIB americano.

A carne é outro setor que preocupa. O Brasil exportou centenas de toneladas de carne no ano passado. Boa parte é carne moída para fazer hambúrguer, já que a carne americana é muito gordurosa e o Brasil exporta a carne dianteira, que é mais magra.

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“Seria normal sentar agora com governo brasileiro para tratar exclusivamente de comércio, porque o consumidor americano vai pagar mais sobre a carne, a partir de hoje. Obviamente os setores vão absorver isso, tornando o produto mais caro nos Estados Unidos”, acrescenta

Além de café e carne

Questionado pelo InfoMoney sobre as exportações de frutas e calçados, Viana disse que nos dois casos, além da negociação com os Estados Unidos, o Brasil também trabalha para diversificar mercados.

No caso do calçado, a Amcham está trabalhando para conquistar novos mercados como Holanda, Argentina, Guatemala e Colômbia. Segundo Viana, o Brasil já exporta cerca de U$ 150 milhões de dólares para a Ásia. O que não for absorvido pelos Estados Unidos, vamos tentar direcionar para outros mercados.

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Já 13% da produção de manga é destinada aos Estados Unidos e este é um produto altamente perecível. Segundo Viana, a Amcham também busca, neste caso diversificar mercados, como por exemplo, para Europa, Reino Unido, Alemanha e Canadá. Mas ele admite que as empresas vão precisar de ajuda, que deve estar presente no pacote do governo, enquanto negocia novos mercados.

De acordo com Viana, o Brasil está em negociações com China para diversificar produtos. Hoje, a China compra, basicamente, minério, carne e soja. O presidente da Amcham acredita que novos negócios vão surgir, já que a China está solidária com o Brasil e se colocando para abertura de novos mercados.

Outra estratégia é fazer contatos com governos locais americanos, numa estratégia de negociação de abrir o diálogo com algumas entidades, agora com os fatos consumados. “Mas isso depende do interesse dos Estados Unidos e do nosso” afirma.

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O governo brasileiro está prestes a lançar pacotes de medidas para empresas que sofrem danos econômicos. A Amcham, segundo Viana, ajuda a diversificar os mercados. Mas, ele acrescenta, existe uma questão política com pessoas atuando nos Estados Unidos e prejudicando as negociações.



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