quarta-feira , 10 junho 2026
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Trump diz que acordo comercial com China está próximo antes de encontro com Xi


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) que Washington e Pequim estão próximos de firmar um acordo comercial, às vésperas de seu encontro com o líder chinês Xi Jinping, previsto para quinta-feira (30) na Coreia do Sul.

Falando a jornalistas a bordo do Air Force One, a caminho do Japão, Trump disse que “as partes vão chegar a um acordo”, e indicou que um acerto sobre o futuro do TikTok no país pode ser assinado ainda nesta semana.

A declaração ocorre em meio a uma série de compromissos pela Ásia. Desde domingo, Trump assinou novos acordos comerciais e de minerais com Malásia e Camboja, além de marcos de cooperação com Tailândia e Vietnã. Os países, integrantes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), prometeram reduzir barreiras comerciais, ampliar importações de produtos agrícolas e energéticos dos EUA e cooperar em controles de exportação e sanções.

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Segundo os comunicados conjuntos, os EUA manterão tarifas de 19% sobre a maioria das exportações da Malásia, Camboja e Tailândia, com exceções pontuais, enquanto o Vietnã, que teve superávit de US$ 123 bilhões com os EUA em 2024, continuará sujeito a tarifas de 20%. Em contrapartida, o país se comprometeu a aumentar compras de bens americanos.

O americano também teve uma aguardada reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e um acordo entre Brasil e EUA é esperado para os próximos dias ou semanas.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou à CBS que a ameaça de tarifas de 100% sobre produtos chineses “está efetivamente fora da mesa” após o avanço das conversas. Em entrevista à ABC News, ele destacou que o novo entendimento pode beneficiar produtores americanos de soja, prejudicados pela suspensão das compras chinesas desde o início da guerra comercial.

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Segundo Bessent, Pequim deve adiar em um ano a entrada em vigor de seus controles sobre exportações de terras raras. Economistas ouvidos pela imprensa asiática afirmam que as duas potências devem fazer concessões mútuas, incluindo a retomada das compras chinesas de soja e a manutenção da trégua tarifária em vigor.

(com CNBC)



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