sexta-feira , 12 junho 2026
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Ufopa integra pesquisa internacional sobre impactos climáticos na Amazônia



Projeto aprofunda conhecimento sobre fluxos carbono
A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) passou a integrar uma rede internacional de pesquisadores que busca entender o papel da Amazônia no equilíbrio climático do planeta. A iniciativa faz parte do projeto CarbonARA, coordenado pelo King’s College London e financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), com a participação de instituições brasileiras e europeias.
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Durante a apresentação oficial do projeto em Santarém, Oeste do Pará, na manhã da última terça-feira (6), foi destacado que a Ufopa será responsável por coordenar as atividades científicas na região do Baixo Tapajós, uma das áreas escolhidas para monitoramento intensivo. A escolha se deu pela diversidade de paisagens e formas de uso da terra no município.
O objetivo principal do projeto é investigar como os fluxos de carbono – como o CO2, o CH4 e o N2O – se comportam em diferentes tipos de cobertura vegetal, ao longo das estações do ano e diante de condições climáticas extremas. Entre as tecnologias a serem utilizadas estão sensores terrestres, drones, aviões e até sensores corporais, que atuarão entre os meses de setembro e outubro.
A pesquisa deverá reunir em Santarém cerca de 20 pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, que vão trabalhar em conjunto com cientistas da Ufopa. Entre os parceiros locais mobilizados para apoiar a ação estão o ICMBio, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Semma, Embrapa e Prefeitura de Santarém.
Além de buscar respostas sobre o papel atual da Amazônia no armazenamento ou emissão de carbono, o projeto pretende compreender os impactos das queimadas e eventos climáticos extremos na capacidade da floresta de retirar gases do efeito estufa da atmosfera. Uma das hipóteses levantadas é de que a região esteja passando por um declínio em sua eficiência como “sumidouro de carbono”, tornando-se cada vez mais uma possível fonte líquida de emissão.
Segundo os organizadores, a metodologia adotada será combinada: análises “de cima para baixo” (top-down) e “de baixo para cima” (bottom-up), utilizando desde torres instaladas na floresta até imagens de satélite e sobrevoos especializados.
O monitoramento terá início oficial em 11 de setembro.
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